Introdução
O que é Revisão Ativa e como ela pode ajudar a aprender melhor?
Você conhece a Revisão Ativa? Ela é uma técnica de estudo muito eficaz para o aprendizado e a consolidação da memória! Vou te mostrar como ela pode ser sua grande aliada na jornada de estudos! Como destaca Alexsandro Souza dos Santos (2020), em seu guia de técnicas de estudo, estudar é um processo complexo que não se resume apenas a memorizar conteúdos, o ato de estudar precisa ser uma prática que envolve assimilar e reproduzir uma informação recebida por meio do uso de habilidades e competências. É preciso saber estudar e obter conhecimentos de maneira eficiente para a vida e a futura prática profissional.
A revisão ativa é uma estratégia de estudo que envolve a recuperação ativa de um conteúdo ou uma informação. Onde se busca, pelo próprio esforço consciente, recordar e aplicar determinadas informações sem consultar o material de estudo original. De acordo com Henry Roediger e Jeffrey Karpicke, a revisão ativa é muito mais eficiente que apenas revisar passivamente, porque ela cria conexões neurais mais fortes e torna o aprendizado mais eficiente. O que você costuma utilizar: a revisão ativa ou a revisão passiva?
O aprendizado eficaz acontece na forma como revisamos e consolidamos esse novo conhecimento ao longo do tempo. John Dunlosky, pesquisador em psicologia cognitiva, mostra que a revisão passiva, por exemplo, releitura, destacar trechos de um texto, tem um impacto mínimo na retenção de informações, ao passo que a revisão ativa, por exemplo, utilizar flashcards, resolver questões, ou a autoexplicação, estimula o cérebro na retenção de informações e na consolidação da memória.
Se você deseja aprender de maneira mais eficiente, é fundamental investir no uso da revisão ativa. Além de ser uma estratégia que potencializa o processo de aprendizagem, ela também melhora a compreensão de um conteúdo estudado. Conforme sugere Richard Feynman, físico renomado, a melhor forma de realmente aprender algo é tentar explicá-lo de maneira simples.
Com a revisão ativa, o estudante consegue recuperar um conhecimento e reformulá-lo com suas próprias palavras, tornando seu estudo muito mais efetivo. Procure, agora mesmo, adotar as estratégias de revisão ativa na sua rotina! Ela é essencial no seu aprendizado!
Por que a Revisão Tradicional não Funciona?
Muitos estudantes têm o hábito de apenas utilizar a revisão tradicional em sua rotina de estudos, um método que se limita a apenas reler um material ou fazer resumos passivos. De acordo com o psicólogo educacional John Dunlosky, essa é uma prática que, infelizmente, não garante a retenção das informações e não faz o aprendizado ser eficiente. Ela explica que os métodos passivos, como a releitura e destacar trechos, não causam a consolidação da memória e não ativam conexões neurais para recuperar as informações.
O psicólogo Daniel Willingham, em seus estudos, mostra que o cérebro precisa ser desafiado para que ele possa processar e recuperar um conteúdo estudado. Então, ele fala que a memorização superficial, como a leitura ou a anotação, não são desafios cognitivos para o cérebro, e por conta disso não causam o aprendizado eficaz e levam ao esquecimento rápido de um conteúdo ou informação.
O psicólogo Ebbinghaus, em seus estudos sobre esquecimento, mostrou que, quando não revisamos um conteúdo de maneira ativa, rapidamente esse conteúdo é perdido e esquecido. Isso nos mostra como os métodos passivos são ineficientes para a aprendizagem, apenas reler um conteúdo não é suficiente para reter esse conteúdo. Por isso, as técnicas de revisão ativa fazem o cérebro criar conexões neurais mais fortes e contribuem para o aprendizado eficiente, mantendo aquelas informações na memória.
Aquela revisão tradicional pode de fato ser um problema, não é mesmo? Porque são maneiras de estudar que não ajudam no aprendizado efetivo. Tente, a partir de agora, utilizar os métodos ativos de estudo, você verá muitos frutos positivos para o seu aprendizado!
O que o leitor vai aprender neste artigo
Como ressalta Alexsandro Souza dos Santos (2020), qualquer estudante tem a capacidade de aprender e construir conhecimento, mas para isso é fundamental que ele utilize métodos e técnicas de estudo eficientes e grandes aliadas no processo de aprendizagem.
Este artigo tem como objetivo apresentar os conceitos da revisão ativa e a sua importância na aprendizagem. Destacar como a revisão ativa funciona e por que ela de fato é eficiente. Mostrar os principais métodos de revisão ativa que o estudante pode adotar em sua rotina de estudos. E também oferecer um passo a passo para que o estudante crie um plano de revisão ativa eficiente.
Ao longo do artigo, você descobrirá que apenas trabalhar com a revisão passiva não é suficiente para que o seu cérebro retenha informações e gere o aprendizado. É preciso trabalhar com técnicas eficazes para que você não perca tempo com um estudo que não produzirá resultados positivos. Quem não deseja alcançar bons resultados acadêmicos? De nada adianta dedicar muitas horas na rotina se não houver qualidade no estudo com os métodos eficazes.
Você acha que aprende somente com os métodos passivos? Por que não trabalhar com a revisão ativa a partir de agora? O seu estudo será mais positivo e o seu futuro profissional agradece!
1. Revisão Ativa vs. Revisão Passiva: Qual é a melhor para estudar?
A revisão ativa é uma estratégia de estudo que envolve a recuperação ativa de um conteúdo ou uma informação. Onde se busca, pelo próprio esforço consciente, recordar e aplicar determinadas informações sem consultar o material de estudo original. De acordo com Henry Roediger e Jeffrey Karpicke, a revisão ativa é muito mais eficiente que apenas revisar passivamente, porque ela cria conexões neurais mais fortes e torna o aprendizado mais eficiente. O que você costuma utilizar: a revisão ativa ou a revisão passiva?
A revisão passiva também é uma estratégia de estudo em que o estudante apenas consome uma informação sem a necessidade de realizar um esforço cognitivo para recuperar essa informação. Então, leitura, anotações, revisar um livro, assistir uma vídeo aula, são exemplos de revisão passiva. John Dunlosky explica que a revisão passiva é menos eficaz porque ela não causa a ativação cognitiva para consolidar aquele conteúdo. Mas ainda assim é uma prática comum entre os estudantes.
O grande fator chave aqui é que a revisão ativa é mais benéfica para o aprendizado do que a revisão passiva. Roediger e Butler, em suas pesquisas, mostraram que quando o estudante busca fazer revisão ativa, como por exemplo, fazer autoquestionamento, responder a um teste prático, ele consegue reter a informação que foi estudada, ao passo que quando ele apenas lê um conteúdo, algum tempo depois, aquela informação é perdida. O estudo mostrou também que a revisão ativa ajuda o estudante a identificar lacunas que ficaram no seu estudo e assim procurar melhorar o seu aprendizado.
Além disso, quando o estudante se esforça para recordar o que estudou, resolvendo questões ou montando flashcards com perguntas e respostas, por exemplo, ele reforça as conexões neurais e consequentemente ajuda a reter as informações por mais tempo. Quem traz essa informação é o renomado psicólogo Daniel Willingham.
Ele também mostra que aquela informação que foi retida de maneira eficiente por meio da recuperação ativa pode ser usada pelo estudante em contextos diferentes da vida dele, e assim ele consegue aplicar o conhecimento em diferentes situações.
Quadro-resumo:
| Revisão Ativa | Revisão Passiva |
1 Estratégia de estudo que envolve a recuperação ativa de um conteúdo ou uma informação, por meio da busca por recordar conteúdos sem consultar o material de estudo. 2 É mais eficaz para o aprendizado porque ajuda o estudante a reter melhor as informações estudadas. 3 Permite que o estudante identifique lacunas no aprendizado e procure por melhorias. Exemplos: autoquestionamento, resolver testes práticos, construir flashcards com perguntas e respostas. | 1 Estratégia de estudo onde o estudante apenas consome uma informação sem a necessidade de realizar um esforço cognitivo para recuperar essa informação. 2 Menos eficaz porque não promove a consolidação das informações na memória. 3 Menos efetiva para o aprendizado porque as informações podem ser perdidas com facilidade. Exemplos: leitura, anotações, revisar um livro, assistir uma vídeo aula. |
1.1 Por que a Revisão ativa é tão eficaz para o aprendizado?
Nós sabemos que é bastante comum utilizar apenas as estratégias de revisão passiva na rotina de estudo. Mas você já se perguntou sobre o que torna a revisão ativa tão eficiente? E por que devemos aplicá-la no processo de aprendizagem?
Karpicke e Roediger (2008) explicam que a revisão ativa é eficaz porque ela causa a consolidação da memória, ou seja, transforma uma memória recente, uma informação que você acabou de receber, em memória de longo prazo, ou seja, o seu cérebro consegue armazenar e recuperar aquela informação quando você quiser, desde segundos até anos! Isso significa que o estudante que se desafia, que busca utilizar a revisão ativa, fortalece a memória e torna o aprendizado eficiente.
Além disso, quando existe uma certa dificuldade moderada que é colocada quando o estudante utiliza a recuperação ativa, Bjork e Bjork (1992) explicam que ele consegue fazer o cérebro trabalhar mais para acessar e buscar aquelas informações, e isso fortalece a memória, reduzindo a curva do esquecimento. Isso explica por que a autoexplicação, por exemplo, é mais eficaz que apenas reler um texto.
Por fim, a revisão ativa também melhora a metacognição, ou seja, a capacidade de avaliar o próprio aprendizado. Dunlosky e Metcalfe (2009) ressaltam que os alunos que fazem recuperação ativa conseguem identificar as lacunas que existem na sua aprendizagem e conseguem buscar estratégias para corrigir essas falhas de aprendizagem. Ou seja, a revisão ativa não só fortalece a memória, mas ajuda a tornar o aprendizado mais efetivo ao longo do tempo.
1.2 Principais benefícios da revisão ativa para estudantes de graduação e vestibulandos:
Muitos benefícios são encontrados na utilização da revisão ativa para estudantes de graduação, profissionais e vestibulandos. Karpicke e Roediger (2008), em um estudo, mostraram que a prática fortalece a memória, melhora consideravelmente a retenção de informações e aumenta a capacidade de aplicar aquele conhecimento no dia a dia, porque ela exige que a pessoa se envolva com o material de estudo e isso torna o aprendizado mais significativo. Você já conhecia esses benefícios?
Para os estudantes, essa técnica também melhora a compreensão do conteúdo que foi estudado. Porque, como explica Dunlosky et al. (2013), ela impede que aconteça a chamada “ilusão da competência”, que nada mais é do que o estudante acreditar que aprendeu um conteúdo só porque está familiarizado com ele, mas quando precisa aplicar o conhecimento em uma prova, por exemplo, não consegue fazer com eficiência. Isso acontece diante de uma releitura, por exemplo, um método passivo de estudo!
No contexto profissional, a revisão ativa também é muito valiosa, porque permite que ocorra o aprendizado contínuo. Um estudo de Cepeda et al. (2006), publicado no Psychological Science, destaca que utilizar a recuperação ativa no ambiente de trabalho aumenta a retenção do conhecimento e ajuda aquele profissional a desenvolver habilidades e aprendizado contínuo. Podemos observar como a revisão ativa é essencial em áreas profissionais que exigem atualização constante, como medicina ou tecnologia, por exemplo!
Além disso, a revisão ativa também proporciona aprendizado flexível, ou seja, a capacidade de transferir um determinado conhecimento para diferentes contextos. Bjork e Bjork (2011) mostram que o esforço cognitivo que acontece na recuperação ativa permite que estudantes e profissionais apliquem um conhecimento em diferentes situações, e isso é muito importante porque faz com que a pessoa se torne mais preparada para resolver problemas e enfrentar desafios! Muito interessante, né!
Por fim, podemos destacar também o quanto a revisão ativa proporciona autoconfiança e motivação para estudantes e profissionais. Um estudo de Brown, Roediger e McDaniel (2014) mostrou que a revisão ativa gera autonomia no aluno, porque eles veem o quanto são capazes de lembrar e aplicar um determinado conhecimento. Na esfera profissional, isso também é importante, porque os profissionais se tornam mais confiantes para tomar atitudes e expressar suas opiniões para solucionar problemas!
Principais benefícios da Revisão ativa:
- Fortalecimento da memória;
- Melhora no processo de retenção de informações;
- Melhora no processo de compreensão do conteúdo estudado;
- Desenvolvimento de habilidades como o aprendizado contínuo;
- Possibilidade de aplicação do conhecimento em diferentes contextos e situações;
- Construção de autoconfiança e motivação pessoal.
1.3 Você esqueceu o que estudou? Veja os erros mais comuns na revisão!
Você já esqueceu o que havia acabado de estudar na universidade? É muito frustrante, né! Infelizmente, essa é uma situação muito comum para estudantes e profissionais. Vamos mostrar os erros comuns! E porque muitas pessoas esquecem o que estudaram.
O grande problema de esquecer o que foi estudado não está na capacidade intelectual de uma pessoa, mas sim na forma como a revisão é feita. De acordo com Ebbinghaus (1885), criador da famosa “Curva do Esquecimento”, explica que, quando não fazemos revisão, a maior parte do que estudamos é perdida na memória.
Quando fazemos, por exemplo, releitura como uma maneira de revisar um conteúdo, na verdade estamos contribuindo para o declínio daquele conteúdo na memória. Achamos que estamos familiarizados com o conteúdo, mas na verdade essa forma de revisão está levando a um aprendizado superficial.
Então, um erro comum e grave é utilizar apenas a revisão passiva. As pesquisas de Karpicke e Blunt (2011) mostraram que a releitura, um método passivo, não ajuda no fortalecimento e nem na consolidação da memória. Porque o estudante tem a sensação de “entender” aquele conteúdo quando ele está lendo, mas isso não significa que aquele conteúdo foi aprendido.
Agora, os métodos que exigem a recuperação ativa do conhecimento, como o autoquestionamento, por exemplo, são muito eficazes, porque o conhecimento é testado, e isso é importante para garantir a recuperação.
Outro erro frequente é não fazer revisões ao longo do tempo. Muitos estudantes têm o hábito de revisar apenas antes da prova. Isso pode até ser positivo para a prova, mas não vai causar a retenção daquele conhecimento no longo prazo.
Segundo Cepeda et al. (2006), fazer revisões ao longo do dia ou da semana melhora muito a retenção daquela informação e fortalece as conexões neurais. Você costuma fazer uma revisãozinha antes da prova e depois nunca mais procura revisar aquele conteúdo? Isso pode ser um grave erro para seu aprendizado!
Além disso, um outro erro comum é reescrever um conteúdo de maneira mecânica como forma de estudar. Você já teve esse costume? De reescrever um texto, fazer um resumo, mas sem buscar aprender ativamente aquele conteúdo?
Muitos estudos indicam que a escrita reflexiva e a autoexplicação, resumir um conteúdo com suas próprias palavras, promovem a recuperação ativa de um conhecimento e geram um aprendizado mais profundo e duradouro.
Agora que você já conhece os erros mais comuns, que tal aplicar as técnicas de revisão ativa que realmente funcionam? Seu aprendizado vai ser muito mais eficiente! Nos próximos tópicos, você vai descobrir os melhores métodos de revisão ativa!
Resumo rápido: Erros mais comuns na revisão!
- Utilizar,nos estudos,apenas as estratégias de revisão passiva, como a releitura, por exemplo.
- Não fazer revisões ao longo do tempo;
- Reescrever um conteúdo de maneira mecânica, sem buscar aprender ativamente.
2. Principais métodos de revisão ativa para aprender mais rápido:
2.1 Testes Práticos e Autoquestionamento
Testes práticos e autoquestionamento são métodos de revisão ativa que envolvem a tentativa de recuperar informações da memória sem consultar o material de estudo. São ferramentas poderosas para tornar o aprendizado eficaz.
Os testes práticos nada mais são do que você buscar realizar testes, simulados ou responder perguntas sobre o conteúdo que foi estudado. No teste prático, você força o cérebro a lembrar e aplicar um conhecimento, e isso auxilia na retenção de informações.
O autoquestionamento é a prática de formular uma pergunta sobre o conteúdo estudado e respondê-la. É um método que estimula o pensamento crítico e também auxilia na retenção de informações.
Exemplo prático:
Para os testes práticos, uma dica é procurar exercícios e simulados na internet sobre o tema que foi estudado. Muitas plataformas de educação e até bancos de concursos e vestibulares disponibilizam os simulados gratuitamente.
Para a autoavaliação, a dica está em criar perguntas que sejam relevantes e que realmente testem a compreensão do conteúdo estudado. Também é interessante procurar utilizar flashcards com perguntas sobre o conteúdo e depois procurar respondê-las sem consultar o material. Por exemplo, para um conteúdo de Biologia, o estudante poderia criar um flashcard sobre: “Explique como ocorre o processo de mitose e meiose.”
2.2 Revisão Intercalada
A revisão intercalada é um método de revisão ativa que consiste em estudar diferentes assuntos dentro de um período de tempo ao invés de focar apenas em um único assunto. Esse método estimula o cérebro a fazer conexões entre diferentes conceitos e promove um aprendizado mais duradouro, além de fortalecer a memória a longo prazo e evitar a monotonia.
Exemplo prático:
Vamos supor que um estudante deseja estudar biologia e matemática dentro de um período de 4 horas. Em vez de passar duas horas resolvendo exercícios de biologia e depois mais duas horas resolvendo exercícios de matemática, ele pode intercalar os temas ao longo do estudo. Por exemplo:
1 hora – resolver cinco questões de álgebra, cinco de geometria e cinco de trigonometria.
1 hora – revisar conceitos de biologia celular, responder a perguntas sobre genética e fazer anotações sobre ecossistemas.
1 hora – revisar conceitos de matemática e resolver mais exercícios de genética.
1 hora – revisar conceitos de biologia e resolver mais exercícios de álgebra.
2.3 Autocorreção
A autocorreção é um método de revisão ativa em que o estudante analisa os seus erros e busca entender onde e por que errou, ao invés de apenas conferir a resposta certa. É um método que envolve identificar falhas e procurar aprender com os erros para evitar os mesmos erros no futuro. É um método que também melhora a retenção de informações e torna o aprendizado eficaz.
Exemplo prático:
Uma dica prática para aplicar a autocorreção é construir um “caderno de erros”. Neste caderno, você irá anotar todos os erros cometidos ao resolver questões e simulados e, na frente, irá colocar uma explicação detalhada sobre a correção. Assim você consegue aprender com os erros, reter melhor as informações e evitar os mesmos erros no futuro.
Por exemplo, se você está estudando matemática e está resolvendo questões e simulados sobre equações do segundo grau, e percebeu que errou algumas questões, ao invés de simplesmente verificar a resposta correta, você irá:
1. Identificar onde está o erro. Foi um erro de cálculo? Esqueceu alguma fórmula?
2. Ao lado da questão, escreva uma explicação sobre onde está o erro e resolva novamente a questão.
3. Anote no seu “caderno de erros” o erro cometido e coloque a explicação detalhada sobre a correção.
3. Como criar um plano de revisão ativa: passo a passo eficiente!
Passo 1: Defina um objetivo claro
O primeiro passo para criar um bom plano de revisão ativa é definir o que precisa ser lembrado a longo prazo. Então, defina o seu objetivo a respeito de quais tópicos ou conteúdos você deseja lembrar e aplicar. Definir os objetivos é importante porque ajudará a priorizar o que realmente precisa ser revisado.
Por exemplo: Imagine que você está estudando para uma prova de Biologia e precisa lembrar os conceitos de fotossíntese e respiração celular. Em vez de simplesmente anotar “estudar Biologia”, um objetivo claro seria: Objetivo – Ser capaz de explicar os processos de fotossíntese e de respiração celular, sem consultar o material de estudo. Dessa forma, o seu estudo fica bem direcionado para aquilo que você deseja de fato revisar.
Passo 2: Escolha as técnicas de revisão ativa
A revisão ativa possui muitos métodos eficazes para o aprendizado e para recuperar as informações. Roediger e Butler (2011) explicam que escolher as técnicas adequadas é essencial para garantir que o aprendizado foi efetivo e reforçar a memória.
Então, se você está estudando história e precisa entender os acontecimentos da Revolução Francesa, ao invés de apenas reler o material de estudo, você pode escolher uma técnica de revisão ativa para tornar seu aprendizado mais eficiente, como: autoquestionamento, testes práticos, revisão intercalada, autocorreção.
Então esse é o segundo passo, escolher uma técnica de revisão ativa para aplicar no seu estudo e tornar o seu aprendizado mais eficiente e melhorar todo o processo de retenção de informações.
Passo 3: Determine a frequência das revisões
O terceiro passo para o plano de revisão está em determinar a frequência das revisões ao longo do tempo. Podemos destacar aqui os ensinamentos de Hermann Ebbinghaus, em sua Curva do Esquecimento, ele explica que espaçar as revisões em intervalos como: 24 horas, 7 dias ou 30 dias após o primeiro estudo é muito benéfico para a retenção, ajuda a fortalecer a memória a longo prazo e reduz o esquecimento.
Por exemplo: Imagine que você está estudando Biologia e precisa memorizar as fases da mitose. Para evitar o esquecimento, você segue um cronograma baseado na Curva do Esquecimento de Ebbinghaus (1885), que sugere revisar o conteúdo em intervalos estratégicos:
Dia 1 (aprendizado inicial): Estude o conteúdo e faça um resumo com suas palavras.
Dia 2 (1ª revisão): Revise rapidamente suas anotações e tente explicar o conteúdo sem olhar.
Dia 7 (2ª revisão): Faça testes práticos e responda perguntas sobre o tema.
Dia 15 (3ª revisão): Use flashcards ou autoquestionamento para reforçar a retenção.
Dia 30 (4ª revisão): Explique o conteúdo para alguém ou escreva um resumo sem consultar o material.
Passo 4: Ajuste o plano ao seu estilo de aprendizado
A verdade é que nem todas as pessoas aprendem da mesma forma. Para reter melhor as informações, é preciso identificar qual a melhor forma que você aprende: ouvindo, escrevendo, explicando. Pashler et al. (2009), em seus estudos, mostraram que utilizar uma abordagem de estudo de acordo com a forma que você aprende potencializa a absorção do conhecimento.
Ao adaptar o estudo à sua maneira, você garante que o conhecimento seja melhor fixado na memória. Então, o quarto passo está em adaptar o seu plano de estudo ao seu estilo de aprendizado.
Por exemplo: suponha que você esteja estudando História e precise memorizar os principais eventos da Revolução Francesa. Dependendo do seu estilo de aprendizado, você pode adaptar sua revisão ativa da seguinte forma:
Aprendizagem Visual: Crie mapas mentais coloridos conectando os eventos históricos e suas causas. Use imagens e gráficos para reforçar a memorização.
Aprendizagem Auditiva: Grave áudios explicando o conteúdo com suas próprias palavras e ouça enquanto faz outras atividades, como caminhadas ou tarefas domésticas. Você também pode debater com um amigo sobre o tema.
Aprendizagem Leitora/Escritora: Transforme o conteúdo em perguntas e respostas escritas para testar seu conhecimento. Além disso, reescreva as informações de diferentes formas para reforçar a retenção.
Passo 5: Teste, ajuste e evite erros comuns
Nenhum plano é definitivo. Então, o último passo, que é muito importante, é testar a estratégia que você está utilizando e avaliar o que está funcionando e o que precisa de ajustes. Não cometa o erro de apenas depender dos métodos de revisão passiva, como reler ou destacar textos, porque eles não garantem um aprendizado eficiente. Procure aplicar a revisão ativa e sempre monitorar suas estratégias.
Por exemplo: Se você observou que, mesmo com um objetivo bem definido, a técnica de revisão ativa que você escolheu não está te ajudando a aprender, ou que você precisa aumentar a sua frequência de revisões, ou talvez mudar o seu estilo de aprendizado, teste, ajuste e mude suas estratégias! As mudanças sempre são necessárias para evoluir!
4. Ferramentas e apps essenciais para otimizar seu plano de revisão ativa:
Além das estratégias e métodos de revisão ativa, é possível utilizar ferramentas e apps que irão auxiliar em todo o processo de aprendizagem! Você conhece alguma ferramenta educativa e a utiliza na sua rotina de estudos? Sente que ela é importante para você conseguir ter disciplina e aprender?!
Entre as ferramentas interessantes para utilizar, temos: Trello ou Notion, com eles você consegue criar listas de tarefas, definir prazos e acompanhar o seu progresso, mantendo a disciplina. Ferramentas como Forest ou Pomodone permitem que você crie sessões de revisão com intervalos de tempo específicos, o que é ideal para aplicar o método Pomodoro, que falaremos mais adiante.
Além disso, ferramentas como Google Forms ou SurveyMonkey permitem que você crie testes e questionários de revisão para avaliar o seu desempenho. Além disso, aplicativos como o Evernote permitem que você armazene anotações e acompanhe o seu progresso de estudo ao longo do tempo.
Então, com a aplicação de um plano de revisão ativa bem estruturado juntamente com a utilização de ferramentas e aplicativos de estudo, você consegue potencializar o seu aprendizado e torná-lo mais eficiente. Procure testar essas ferramentas e aplicativos recomendados, não tenho dúvidas de que serão muito úteis na sua rotina de estudos!
Ferramentas e apps para utilizar!
- Trello;
- Notion;
- Forest;
- Pomodone;
- Google Forms;
- SurveyMonkey;
- Evernote.
Conclusão
Recapitulação dos pontos discutidos
Para concluir, destacamos os conceitos de revisão ativa e passiva, e mostramos como a revisão ativa é importante para tornar o aprendizado mais eficiente, porque causa a consolidação da memória e melhora a metacognição, ou seja, a capacidade de avaliar o próprio aprendizado e identificar as lacunas na aprendizagem.
Vimos como a revisão tradicional, por exemplo, reler um material de estudo, é uma prática que não garante a retenção de informações.
Exploramos os muitos benefícios da revisão ativa para estudantes e profissionais, como: fortalece a memória, melhora consideravelmente a retenção de informações e aumenta a capacidade de aplicar aquele conhecimento no dia a dia.
Apresentamos também os erros comuns na forma como as pessoas costumam revisar um conteúdo. Vimos que um erro comum, por exemplo, é não fazer revisões ao longo do tempo e utilizar apenas os métodos de revisão passiva.
Abordamos os principais métodos de revisão ativa e seus conceitos: testes práticos e autoconhecimento, revisão intercalada e autocorreção com exemplos práticos em diferentes contextos.
E, por fim, ajudamos a criar um plano de revisão ativa eficiente, através de um passo a passo que irá auxiliar o estudante a trabalhar a revisão ativa na sua rotina de estudos e colher os frutos positivos de todas as estratégias aplicadas.
Quadro-resumo: Principais técnicas de Revisão ativa e Passo a passo prático para aplicar!
| Principais Técnicas: |
| Testes práticos e autoquestionamento: realizar testes, simulados ou responder perguntas sobre o conteúdo que foi estudado e formular uma pergunta sobre o conteúdo estudado, e respondê-la. |
| Revisão Intercalada: estudar diferentes assuntos, disciplinas dentro de um período de tempo, como cinco horas por exemplo. |
| Autocorreção: identificar os erros cometidos e buscar entender onde e por que errou, ao invés de apenas conferir a resposta certa ou consultar o material de estudo. |
| Passo a passo para aplicação: |
| 1 – Definir objetivos bem claros e específicos sobre o conteúdo que se deseja revisar. Quais os objetivos você deseja alcançar ao fazer suas revisões? |
| 2 – Escolher a técnica de revisão ativa para estudar: autoquestionamento? testes práticos? revisão intercalada? autocorreção? o que você vai usar? Você pode testar cada uma delas e encontrar aquela que se adapta melhor a sua rotina. |
| 3 – Definir o plano de revisão ao longo da semana para os conteúdos que serão revisados. Você pode fazer o estudo e aprendizado inicial, e ao longo da semana definir a data e o horário da primeira revisão, da segunda, terceira, quarta e quantas forem necessárias. |
| 4 – Adaptar o plano de revisão com o seu estilo de aprendizado. Qual o seu estilo de aprendizagem? Você aprende melhor lendo? escrevendo? ouvindo? |
| 5- Testar o plano, avaliar o que está funcionando, mudar estratégias. Procure ter um olhar atento sobre o que está funcionando para o aprendizado e o que pode ser melhorado. Fazer mudanças pode ser necessário! |
Domine seus estudos com a Revisão Ativa!
Agora é a hora de colocar todas as dicas e instruções sobre revisão ativa em prática! Comece definindo seus objetivos diários e construindo seu plano de estudo, estabelecendo cada etapa do passo a passo, de acordo com as suas necessidades. Utilize também os aplicativos e ferramentas para auxiliar na sua aprendizagem!
Você verá que sua carreira acadêmica trará resultados valiosos e você desenvolverá competências valiosas para sua futura vida profissional! Com perseverança e a prática regular, a revisão ativa se tornará uma parte natural da sua rotina, permitindo que você nunca mais esqueça o que estudou e torne seu aprendizado eficiente! Boa sorte!




