Os 7 Erros Mais Comuns que estudantes universitários podem cometer ao Aprender Idiomas (E Como Evitá-los de Verdade!)

Introdução

Qual é a importância de aprender idiomas no mundo de hoje? 

O mundo globalizado e as influências tecnológicas promoveram uma expansão de possibilidades também dentro da área da educação. Nesse cenário, estudar novas línguas passou a ser não somente um desejo pessoal, mas uma habilidade e competência importante em diferentes áreas da vida. Dominar uma nova língua permite acessar oportunidades de trabalho, construir conexões culturais e viver novas experiências. 

De acordo com o relatório Education at a Glance 2022 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as pessoas que são multilíngues têm maiores possibilidades de empregabilidade, o que mostra como o estudo de idiomas é uma competência importante para o século XXI. Os ambientes corporativos, por exemplo, valorizam muito as comunicações interculturais, e por isso saber mais de uma língua é um fator favorável para o progresso e o crescimento profissional. 

O linguista David Crystal (2003), autor de Language Death, estuda idiomas como uma chance de visualizar todas as esferas do mundo, onde cada cenário tem suas visões culturais únicas. Por isso, estudar idiomas permite construir um portfólio de experiências pessoais e culturais, enriquecer os valores pessoais e desenvolver empatia e respeito pela diversidade. 

Além disso, o estudo de línguas estrangeiras promove o aprimoramento de habilidades cognitivas, como memória e resolução de problemas. Alguns estudos da American Psychological Association (APA) revelam que as pessoas bilíngues possuem maior flexibilidade mental e controle executivo de atividades diárias. 

Outra questão importante é que o aprendizado de idiomas promove a estimulação da autoconfiança e crescimento pessoal. Como esclarece Vygotsky (1978) em sua teoria sociocultural, o processo de aprendizagem vai acontecendo por meio de interações sociais e uso da linguagem de maneira efetiva em diferentes cenários. 

E assim, quando um estudante se comunica em uma nova língua, ele atua de maneira ativa em novos ambientes, interage com falantes nativos e aumenta sua área de desenvolvimento proximal, e isso promove não apenas o domínio de um idioma, mas também a autoconfiança pessoal. Conforme a pessoa vai crescendo na aprendizagem e nas experiências pessoais, ela vai construindo progresso e sucesso pessoal. Interessante, né! 

Por fim, vale destacar que, de acordo com um estudo de “Foreign Language Learning: An Exploratory Study on Motivation and Preferences” publicado na Journal of Language Teaching and Research (2020), a motivação para estudar uma nova língua melhora quando um estudante identifica os benefícios práticos dessa competência na vida diária. 

Por isso, o aprendizado de idiomas é uma habilidade fundamental para os dias atuais, não somente por interesses pessoais, como viagens, comunicação intercultural, aumento de vocabulário, vivência de novas experiências, mas também porque é uma excelente forma de atingir a liberdade e a autonomia. Por isso, investir no estudo de idiomas é entrar em concordância com as exigências do mundo atual. Quais idiomas você está aprendendo? Ou deseja aprender? 

Erros comuns: como eles podem atrasar o seu aprendizado de línguas? 

Para aprender uma nova língua, é importante estar sempre atento aos possíveis erros cometidos com frequência na rotina, que podem atrapalhar o progresso e o aprendizado eficiente. A literatura educacional revela que a forma como um conteúdo é estudado é tão importante quanto o conteúdo aprendido. 

De acordo com Richard E. Mayer (2002), renomado pesquisador em psicologia educacional, afirma que fazer uso de métodos inadequados no aprendizado pode comprometer os resultados e a eficiência da rotina de estudos. Isso mostra que a escolha das estratégias certas é muito importante para promover o processo de aprendizagem de maneira eficaz e diminuir os bloqueios de progresso pelos possíveis erros cometidos na rotina. 

Um dos principais comportamentos equivocados que podem atrapalhar de fato o aprendizado e o progresso na língua é o medo de errar ou estar constantemente adiando o contato com materiais e ferramentas da língua estrangeira. Como explica Stephen Krashen (1982), especialista em aquisição de segunda língua, a exposição constante e frequente a um novo idioma é fundamental para o progresso. 

E por isso, quando um estudante não assume a disciplina de entrar em contato frequente com o idioma-alvo de estudo, ele vai estar limitando o seu processo de aprendizagem e de aquisição linguística. Mergulhar de cabeça em uma nova língua é o passo fundamental para aprender e progredir. É preciso entrar em contato diário com a língua! 

Outros fatores que contribuem para o atraso no aprendizado de idiomas são a falta de revisões contínuas e de consolidação do que foi estudado. O psicólogo Hermann Ebbinghaus (1885), pioneiro no estudo da memória, revelou por meio da “curva do esquecimento” que um conteúdo não revisado com frequência é rapidamente perdido na memória de longo prazo. 

Isso explica que a fixação de conteúdos depende das revisões diárias e frequentes, e por isso aplicadas dentro do cronograma de estudos é fundamental para evitar atrasos no processo de aprendizagem e auxiliar na retenção eficaz de todas as informações e conteúdos estudados. 

Por fim, é preciso assumir a responsabilidade pelo próprio processo de aprendizagem e identificar quais são as melhores estratégias e métodos para o próprio estilo pessoal de estudo. Howard Gardner (1983), criador da Teoria das Inteligências Múltiplas, defende que cada pessoa aprende de uma forma, alguns por meios auditivos, outros por meios práticos e auditivos. 

Dar atenção a essas diferenças é essencial para evitar frustrações. Para, enfim, acelerar o estudo de línguas e construir um processo de aprendizagem eficiente. É preciso olhar para as preferências de aprendizagem e aplicá-las na rotina, juntamente com estratégias positivas que irão acelerar o aprendizado.

O que o leitor aprenderá neste artigo

Dominar novas línguas, viver grandes experiências culturais e interagir com falantes nativos de várias regiões do mundo é uma grande conquista pessoal, fruto de muita dedicação, consistência e aprendizado efetivo. 

Um fator importante em todo esse processo é a superação dos erros e obstáculos no aprendizado de idiomas. Fazer uso de estratégias inadequadas ou até mesmo a falta de constância na rotina são erros que podem atrasar o progresso linguístico e a aquisição da nova língua. E por isso, saber identificar quais são os erros mais comuns que podem atrapalhar o aprendizado e como superá-los é fundamental para aprender e progredir. 

Este artigo tem como objetivo mostrar a importância de aprender idiomas hoje em dia e como erros comuns podem atrasar o aprendizado de idiomas de estudantes universitários. Vamos apresentar os sete erros mais comuns ao aprender uma nova língua e quais são as estratégias que podem ser adotadas para superar esses desafios e progredir no processo de aprendizagem. 

Dentre os inúmeros erros no estudo de idiomas, abordaremos: focar demais na prática e pouco na teoria; não praticar regularmente; medo de errar e falar pouco; estudar apenas com materiais tradicionais; não personalizar o método de estudo; ignorar a cultura do idioma; desanimar com a falta de resultados rápidos. 

O propósito é auxiliar os estudantes de línguas a identificar melhor esses possíveis erros na rotina de estudos para superá-los e avançar na aquisição linguística. 

Os 7 erros mais comuns que estudantes universitários podem cometer ao aprender idiomas

1. Focar demais na gramática e pouco na prática

Estudar gramática e todas as regras de linguagem é importante no aprendizado de um idioma, mas o foco exclusivo em gramática pode causar bloqueios e impedir o verdadeiro progresso do estudante. 

Como explica Stephen Krashen (1982), em sua Teoria da Aquisição de Segunda Língua, a aprendizagem efetiva acontece por meio da exposição constante, e não apenas da memorização de regras gramaticais. Isso mostra que estudar e focar apenas em conteúdos gramaticais de um idioma-alvo pode atrasar o domínio e uso ativo da língua, e promover inseguranças nas interações e comunicações estrangeiras. 

Muitos estudos de linguagem destacam que o aprendizado de idiomas é mais eficiente quando acontece por meio de contato oral direto e frequente, ou seja, pelo uso diário daquela língua estudada. De acordo com a pesquisadora Patsy Lightbown (2004), da Concordia University, focar exclusivamente em conteúdos gramaticais pode levar um aprendiz a falar menos uma determinada língua e ter menos chances de internalizar verdadeiramente aquele idioma. 

Por isso, saber as regras gramaticais é importante para a leitura, por exemplo, e para a compreensão como um todo, mas a fluência e o domínio eficiente de uma língua estrangeira precisam da exposição constante e do contato diário com o idioma-alvo, de modo que a aplicação do idioma aconteça eficientemente, e a comunicação se desenvolva de maneira fluida. Você costuma focar somente na gramática? 

Identificar um equilíbrio entre a gramática e o uso ativo de um idioma é fundamental para o progresso. Segundo James Paul Gee (2007), linguista e educador, o conhecimento de uma língua é útil quando acontece dentro de “práticas sociais reais”. Isso explica que estudar gramática é a base para avançar rumo à fluência e comunicação eficaz. 

Por isso, alternar a rotina de estudos entre conceitos gramaticais e atividades práticas, como interações com falantes nativos, é o melhor método para avançar no processo de aprendizagem. Além disso, uma poderosa estratégia é usar a gramática como meio de correção e aperfeiçoamento. Por exemplo, após escrever um texto simples com as próprias palavras, revise as construções gramaticais feitas e usadas. Ou, após uma fala e uso de frases, analise as regras gramaticais aplicadas e veja se há pontos de melhoria. 

Outra dica importante para aplicar o idioma no dia a dia e fazer uso da gramática é escrever mensagens em redes sociais no idioma-alvo, participar de fóruns e grupos de interações com falantes nativos e ali, construir frases e falas na língua estrangeira sempre atento às construções gramaticais realizadas. 

Como explica Lev Vygotsky (1978), o uso da linguagem em diferentes cenários sociais é importante para o aprimoramento cognitivo e de linguagem. Por isso, quanto mais intensa for a aplicação de uma nova língua no cotidiano, baseada nos fundamentos gramaticais, maiores serão as possibilidades de domínio e fluência daquele idioma. O segredo é manter um equilíbrio entre o estudo das regras e construções gramaticais e o uso ativo do idioma. 

2. Não praticar regularmente (falta de consistência)

Praticar diariamente o idioma estudado é fundamental para o aprendizado eficiente. Estudar, mesmo que poucas horas, mas todo dia, permite que o cérebro esteja frequentemente em contato com as estruturas linguísticas, os vocabulários e as situações gramaticais do idioma-alvo, o que é essencial para o progresso. 

Como explica o linguista Paul Nation (2001), a exposição constante a uma nova língua promove a fluência e fortalece a memória de longo prazo. Isso esclarece que a prática linguística diária é o grande segredo para o domínio da língua. A repetição de palavras e expressões, a leitura frequente, a escuta ativa e as interações com falantes nativos são as melhores ferramentas para garantir o contato e a familiaridade com o idioma estudado. É preciso estudar todos os dias! 

A falta de constância pode ser uma grande barreira para o progresso nos estudos. Não apenas causa insegurança e medo em se comunicar, por exemplo, mas também pode promover a frustração em não conseguir de fato aprender uma nova língua. Qualquer pessoa é capaz de aprender um novo idioma, desde que mantenha consistência e dedicação. 

Alguns estudos sobre a curva do esquecimento, desenvolvidos por Hermann Ebbinghaus (1885), mostram que um conhecimento recente adquirido, se não for revisado com frequência, é rapidamente perdido da memória. Portanto, estudar esporadicamente é a pior escolha para quem deseja aprender uma nova língua e chegar à fluência. Quando não há exposição constante, há apenas atraso em todo o processo de aprendizagem! Tenha cuidado com isso! 

Uma das melhores estratégias para construir uma rotina de estudos saudável e efetiva é escrever metas realistas e compatíveis com o tempo disponível para estudar um novo idioma. Vale destacar aqui que fazer pequenas sessões de estudo frequentes e diárias é mais favorável ao aprendizado do que estudar por longas horas em apenas um dia da semana. 

De acordo com Barbara Oakley (2014), autora de A Mente Organizada, o cérebro aprende melhor quando um estudo é distribuído ao longo de todo o tempo e dividido com pausas regulares. O método Pomodoro, por exemplo, pode ser uma excelente escolha para o aprendizado de idiomas, porque é uma técnica que permite realizar sessões bem definidas de estudo focado, e depois fazer pausas regulares, o que é extremamente saudável para a aprendizagem. Você já utilizou?  

Além disso, fazer uso de lembretes visuais, aplicativos com metas diárias e possíveis compromissos sociais são maneiras efetivas de garantir o compromisso com o processo de aprendizagem. De acordo com a teoria de Lev Vygotsky (1978), a aprendizagem sofre influência das interações sociais e do contexto cultural. E assim, quando o aprendizado de idiomas faz parte da rotina e do cronograma de um estudante, ele desenvolve maior autonomia e motivação para se dedicar em suas responsabilidades. 

O segredo aqui é colocar na rotina pequenas doses de motivação para assim evitar a inconsistência e tornar o processo de aprendizagem mais leve e prazeroso, onde a prática diária, mesmo que em poucas horas, promova a aquisição linguística e o domínio de uma nova língua. 

3. Medo de errar e falar pouco

O medo de errar pode ser uma grande barreira que impede o avanço no estudo de idiomas. O receio em falhar pode comprometer completamente a autoconfiança no uso de uma nova língua, e a vontade de fazer interações sociais, e assim a comunicação oral é também comprometida. 

Como explica James Horwitz (1986), criador do conceito de Language Anxiety, a ansiedade linguística prejudica a aquisição, a fluência e até mesmo a pronúncia, porque impede que o aluno consiga aplicar a língua com liberdade. Então, o medo pode realmente paralisar o processo de domínio e aprendizagem de uma nova língua, porque na presença de medo o cérebro ativa o modo autoproteção e assim, o sucesso, a fluência e a prática diária linguística são afetados. Não tenha medo! Enfrente-o desde o início!

No estudo de idiomas, errar é um processo natural e fundamental. Como explica a pesquisadora Nina Spada (2006), especialista em aquisição de segunda língua, os erros são meios para o desenvolvimento linguístico de um estudante, porque por eles é possível identificar as lacunas de aprendizagem que precisam de reforço. 

Por isso, ignorar os erros é abrir mão das melhores oportunidades de progresso na aprendizagem. Errar e novamente tentar é o melhor caminho para não apenas internalizar as estruturas gramaticais e vocabulário, mas também para visualizar os fatores que ainda precisam de melhorias na aprendizagem. 

Uma das melhores estratégias para vencer o medo de errar dentro do estudo de idiomas é treinar em ambientes de baixo risco, como falar sozinho, gravar áudios lendo um texto no idioma-alvo, por exemplo, interagir com tutores ou pessoas de confiança na língua estudada, falar em frente ao espelho, são ótimas técnicas. Você já experimentou? A prática promove a construção da autoconfiança e assim o medo vai aos poucos, sendo superado. 

Alguns estudos de Albert Bandura (1977), psicólogo responsável pela Teoria da Autoeficácia, revelam que a confiança vai aumentando conforme uma pessoa é capaz de realizar pequenas tarefas, em pequenos passos. E assim, ao identificar os pequenos avanços no processo de aprendizagem, o estudante vai também desenvolvendo sua autoconfiança e coragem para usar o idioma no dia a dia.

4. Estudar apenas com materiais tradicionais

Utilizar materiais didáticos como livros, artigos e aulas convencionais oferece uma base importante para a construção de aprendizagem a respeito de um novo idioma. O grande problema é quando o estudo de uma língua se resume apenas a esses materiais didáticos. Estudar somente por livros e aulas convencionais pode limitar o verdadeiro aprendizado e atrasar o domínio real de uma língua. 

De acordo com a linguista Diane Larsen-Freeman (2000), o uso de materiais de estudo tradicionais, embora forneçam o entendimento de vocabulário e conteúdo gramatical, também diminui a aplicação diária de uma nova língua em situações espontâneas. O estudo de idiomas precisa ir além de materiais convencionais para que o aprendizado aconteça de maneira efetiva e se alcance níveis elevados de fluência. 

Existem inúmeros recursos que são favoráveis para o processo de aprendizagem eficiente, como o uso de podcasts, vídeos, jogos e interações reais. Essas ferramentas, quando aplicadas na rotina, ajudam o estudante a desenvolver as habilidades linguísticas de maneira integrada. Como esclarece Richard Mayer (2001), especialista em aprendizagem multimodal, o uso combinado de elementos visuais, auditivos e interativos promove maior compreensão e retenção de informações. 

Desse modo, ao ouvir comunicações no idioma estrangeiro, assistir a conteúdo nessa língua, ou jogar jogos no idioma-alvo, o cérebro consegue melhorar o processo de aquisição linguística e tornar o aprendizado mais familiarizado ao cotidiano do estudante, o que é importante para o domínio e a fluência de uma nova língua. Diversifique os seus recursos de aprendizagem, não fique preso somente aos materiais tradicionais! 

Hoje em dia, existem muitas ferramentas que ajudam na rotina de estudo de línguas. Uma ótima plataforma que permite melhorar a exposição a um novo idioma de maneira didática e dinâmica é o LingQ, que combina a leitura com áudio personalizado. Tem também o TED Talks, que apresenta palestras legendadas em diversas línguas, onde o estudante consegue ouvir, praticar a linguagem e favorecer seu aprendizado. 

Além disso, aplicativos como Anki, que permite realizar revisões com flashcards, por exemplo, ou o LyricsTraining, que permite aprender utilizando músicas, são também grandes ferramentas que ajudam no estudo de idiomas e no aprendizado efetivo. Todas essas ferramentas levam o estudante para a aplicação prática e diária de um novo idioma, o que reduz as limitações voltadas para livros e aulas convencionais. 

5. Não personalizar o método de estudo

Muitos estudantes têm o hábito de seguir e utilizar muitos métodos de estudo que são genéricos. Esse é um erro que pode afetar completamente o aprendizado, porque não leva em consideração as necessidades individuais e cada contexto específico. Muitas técnicas de estudo são populares, mas nem sempre causam o mesmo efeito em estudantes com ritmos de estudo e rotinas diferentes. 

Como explica um estudo publicado na Educational Psychologist, métodos de aprendizagem personalizados melhoram a retenção de conteúdo quando existe uma abordagem mais padronizada. Isso mostra a necessidade de construir uma rotina de estudo de acordo com as necessidades individuais, aplicando técnicas que favoreçam o processo de aprendizagem e não causem sobrecarga. 

Por isso, principalmente para o estudo de idiomas, encontrar a técnica de estudo e o estilo de aprendizagem que melhor se adapta ao próprio estudante é essencial para o progresso linguístico, e até mesmo para tornar essa rotina de estudo mais prazerosa e menos desgastante. Uma abordagem mais personalizada melhora a assimilação do vocabulário, por exemplo, e respeita todo o processo com que o cérebro processa e armazena informações na memória. 

Como explica a teoria dos estilos de aprendizagem de Fleming e Mills (1992), quando um método é adaptado ao estilo dominante de um estudante, existe um melhor engajamento na rotina e um alcance de desempenho mais eficiente. Isso revela que identificar as necessidades e preferências individuais para assim aplicá-las na rotina é a melhor estratégia para evitar seguir muitos métodos de estudo genéricos e evitar frustrações no estudo. Interessante, né! 

Existem alguns métodos personalizados, como flashcards digitais, mapas mentais e técnicas de associação ativa, que ajudam o estudante a trabalhar ativamente em sua rotina de estudos, e que podem ser moldados de acordo com o perfil cognitivo de cada estudante. Por exemplo, estudantes que são mais visuais podem fazer uso de mapas mentais para armazenar informações linguísticas novas. Enquanto aqueles que aprendem com recursos auditivos podem focar na repetição espaçada com áudios para fortalecer a memória. 

São estratégias eficientes, que seguem o perfil pessoal de cada estudante, e ao mesmo tempo ativam diferentes regiões cognitivas, auxiliam na retenção e memorização mais eficientes e duradouras. De acordo com um estudo da Frontiers in Psychology (2017), a personalização de técnicas de memorização aumenta o desempenho e o processo de aquisição do estudante de idiomas, comprovando que a flexibilidade na abordagem das ferramentas de estudo traz diferença nos resultados. 

Você já fez uso desses métodos personalizados? Temos um artigo sobre técnicas de associação que é muito útil e aplicável! 

6. Ignorar a cultura do idioma

Aprender uma nova língua requer mais do que entender estruturas gramaticais, memorizar palavras novas, construir frases, desenvolver a compreensão auditiva e a comunicação eficaz. Um dos pontos fundamentais nesse processo é considerar a cultura do idioma que o envolve. A cultura traz o contexto social, histórico e emocional no processo de aprendizagem, proporcionando assim significado aos termos e palavras, e as interações com falantes nativos, por exemplo. 

De acordo com o linguista Michael Byram (1997), o aprendizado de línguas estrangeiras precisa considerar a competência intercultural, porque compreender as diferentes visões de mundo facilita não apenas a comunicação, mas também ajuda a evitar os mal-entendidos de cada idioma. Por isso, procurar estudar os valores, costumes, práticas culturais presentes no idioma-alvo é um passo fundamental no aprendizado para ajudar no domínio da nova língua de maneira mais efetiva. Você já havia pensado nisso na sua jornada de aprendizagem?  

O vocabulário de uma língua sofre grande influência da cultura do local. As expressões idiomáticas, gírias e formas de tratamento se desenvolvem a partir de contextos culturais, e não apenas de traduções literais. E por isso, ignorar esses aspectos pode causar interpretações erradas ou até mesmo uma utilização inadequada dos termos, palavras e expressões! 

Como explica o estudo de Kövecses (2006), as metáforas linguísticas sofrem influência da experiência cultural de cada país, e entender isso ajuda no processo de fluência linguística. Isso revela que aprender um novo idioma é mais do que estudar e compreender palavras e expressões, significa mergulhar na história, na sociedade e na cultura de um determinado país e sua língua, o que é também uma experiência cultural enriquecedora!  

Muitas são as formas de compreender e estudar sobre as características culturais de um país e do seu idioma. Filmes, séries, vídeos educativos, podcasts, músicas, livros e até mesmo a gastronomia são ótimos instrumentos para vivenciar a cultura de um país no dia a dia. Você conhece outros métodos? 

Como esclarece Kramsch (1993), a linguagem é inseparável da cultura, e por isso utilizar os elementos culturais no aprendizado torna-o mais envolvente e significativo, e ao mesmo tempo duradouro. Portanto, embarcar nas dimensões culturais do seu idioma é a melhor estratégia para dominar essa língua com excelência! Não ignore a cultura de um idioma! 

7. Desanimar com a falta de resultados rápidos

Esperar por resultados rápidos e imediatos é um desejo de qualquer pessoa que mergulha no aprendizado de idiomas. Porém, essa ansiedade por resultados imediatos desenvolve um comportamento e uma mentalidade de negação, de frustração e comparação e pode acarretar muitas vezes, no abandono do estudo. 

Como explica o psicólogo Anders Ericsson (2007), o domínio de uma nova habilidade, como aprender uma nova língua, precisa de consistência e persistência ao longo do tempo, não há atalho para isso. Então, entender que o domínio linguístico é um processo que demanda tempo e estudo é a melhor postura para aprender com autodisciplina e evitar a busca por resultados rápidos. Respeito o seu próprio tempo e jornada! 

No aprendizado de idiomas, por exemplo, a paciência e a constância são os melhores instrumentos que um estudante deve apresentar. É com muita paciência, e estudando dia após dia, mesmo que em poucas horas, que é possível visualizar o progresso no aprendizado, e avançar com leveza. 

A pesquisadora Carol Dweck (2006), ao desenvolver o conceito de mentalidade de crescimento, revelou que acreditar no potencial de evolução por meio do esforço e tempo é fundamental para atingir o sucesso em qualquer área de aprendizagem. Por isso, vivenciar uma rotina de estudos fundamentada na mentalidade de evolução, por meio de ingredientes importantes como a paciência e a constância, é a chave para realmente alcançar resultados e comemorar cada pequena conquista. 

Uma maneira eficaz de combater a frustração por resultados rápidos no aprendizado de idiomas é aprender a identificar e comemorar as pequenas vitórias. Se você é aprendiz no estudo de línguas, um simples vocabulário que você consegue memorizar, uma conversa básica que você consegue desenvolver bem, ou até mesmo uma música que consegue entender sem usar legenda, tudo é motivo para comemorar! Aproveite esse momento! Justamente porque cada situação dessa representa um sinal de evolução e progresso, e de fato, são resultados muito positivos. 

Utilizar um diário de avanço, ou até mesmo aplicativos de registro de progresso, são ótimas estratégias para registrar o próprio avanço e os próprios resultados no estudo de línguas. Comemorar cada pequeno avanço não apenas ajuda a visualizar o que foi aprendido e o que pode ser melhorado, mas também fortalece a autoconfiança e a motivação pessoal para continuar o caminho de aprendizagem linguística. 

Quadro-resumo: Os 7 Erros Mais Comuns que estudantes universitários podem cometer ao Aprender Idiomas

Erro comum O que fazer 
1 Focar Demais na Gramática e Pouco na Prática

Focar somente em gramática pode causar bloqueios e impedir o verdadeiro progresso do estudante, promover inseguranças nas interações e comunicações estrangeiras. É precisoum equilíbrio entre a gramática e o uso ativo de um idioma pelo contato oral direto e frequente, ou seja pelo uso diário daquela língua estudada.
1 Procure alternar a rotina entre conceitos gramaticais estudados e atividades práticas, como interações com falantes nativos. Procure escrever mensagens em redes sociais no idioma-alvo, participar de fóruns e grupos de interações com falantes nativos e ali, construir frases e falas na língua estrangeira sempre atento às construções gramaticais realizadas. 
2 Não Praticar Regularmente (Falta de Consistência)

A falta de constância pode ser uma grande barreira para o progresso nos estudos. Não apenas causa insegurança e medo em se comunicar, por exemplo, mas também pode promover a frustração em não conseguir de fato, aprender uma nova língua.Praticar diariamente é essencial para o aprendizado eficaz. 
2 Procure construir metas realistas e compatíveis com o tempo disponível para estudar um novo idioma, faça uso de lembretes visuais e aplicativos com metas diárias, e cumpra com responsabilidades o compromisso de estudo de idiomas. Coloque pequenas doses de motivação na rotina, para evitar a inconsistência. 
3 Medo de Errar e Falar Pouco

No estudo de idiomas, errar é um processo natural. Os erros são meios para o desenvolvimento linguístico de um estudante, porque por eles é possível identificar as lacunas de aprendizagem que precisam de reforço. Ter medo de errar é uma barreira que impede o avanço nos estudos. 
3 Para vencer o medo de errar dentro do estudo de idiomas, é treinar em ambientes de baixo risco, como falar sozinho gravar áudios lendo um texto no idioma-alvo por exemplo, interagir com tutores ou pessoas de confiança na língua estudada, falar em frente ao espelho, são boas estratégias para superar o medo de errar e travar a comunicação linguística. 
4 Estudar Apenas com Materiais Tradicionais

Estudar somente por livros e aulas convencionais pode limitar o verdadeiro aprendizado e atrasar o domínio real de uma língua. O estudo com materiais tradicionais é importante, mas o seu aprendizado precisa ir além. Existem outras ferramentas eficientes, como o uso de podcasts, vídeos, jogos e interações reais que ajudam no aprendizado e domínio da língua.
4 Procure estudar por livros e aulas convencionais, mas também faça uso de outros recursos como: podcasts, vídeos, jogos e interações reais, a plataforma LingQ, que combina a leitura com áudio personalizado, plataforma TED Talks, que apresenta palestrar legendadas em diversas línguas, e aplicativos como LyricsTraining e Anki.
5 Não Personalizar o Método de Estudo

Muitos estudantes têm o hábito de seguir e utilizar muitos métodos de estudo que são genéricos. Esse é um erro que pode afetar completamente o aprendizado, porque não leva em consideração as necessidades individuais e cada contexto específico. É preciso construir uma rotina de estudo de acordo com as necessidades individuais, aplicando técnicas que favoreçam o processo de aprendizagem, e não causem sobrecarga. 
5 Alguns métodos personalizados, como flashcards digitais, mapas mentais e técnicas de associação ativa, ajudam o estudante a trabalhar ativamente em sua rotina de estudos, e podem ser moldados de acordo com o perfil cognitivo de cada estudante. Você pode testá-los para ver se se adapta às suas necessidades.
6 Ignorar a Cultura do Idioma

Além de estudar estruturas gramaticais, desenvolver compreensão auditiva e praticar diariamente, o aprendizado de idiomas precisa levar em consideração  a cultura do idioma que o envolve. A cultura traz o contexto social, histórico e emocional, e o vocabulário de uma língua sofre grande influência da cultura local. Ignorar esses aspectos pode causar interpretações erradas ou até mesmo uma utilização inadequada dos termos, palavras e expressões! 
6 Procure procurar estudar os valores, costumes, práticas culturais presentes no idioma-alvo de estudo. Você pode vivenciar a cultura de um país por meio de recursos como: Filmes, séries, vídeos educativos, podcasts, músicas, livros e até mesmo a gastronomia. Futuramente, fazer uma viagem internacional para conhecer de perto as influências culturais. 
7 Desanimar com a Falta de Resultados Rápidos

A ansiedade por resultados imediatos desenvolve um comportamento e uma mentalidade de negação, de frustração e comparação e pode acarretar muitas vezes, no abandono do estudo. O aprendizado de idiomas demanda tempo, estudo e dedicação, é preciso muita paciência para estudar dia após dia e visualizar o progresso. 
Uma maneira eficaz de combater a frustração por resultados rápidos no aprendizado de idiomas, é aprender a identificar e comemorar as pequenas vitórias. Memorizou as palavras de um vocabulário? Conseguiu realizar uma conversação básica? Conseguiu escutar uma música e entender sem o uso de legenda? Tudo isso é motivo para comemorar e celebrar! Você pode também utilizar aplicativos de registro de progresso para visualizar o seu avanço. 

Conclusão

Recapitulação dos principais pontos discutidos 

Para concluir, vimos que estudar novas línguas passou a ser não somente um desejo pessoal, mas uma habilidade e competência importante em diferentes áreas da vida. Estudar idiomas permite construir um portfólio de experiências pessoais e culturais, enriquecer os valores pessoais e desenvolver empatia e respeito pela diversidade. 

Além disso, para aprender uma nova língua, é importante estar sempre atento aos possíveis erros cometidos com frequência na rotina, que podem atrapalhar o progresso e o aprendizado eficiente. O medo de errar, a falta de revisões contínuas e não assumir a responsabilidade pelo próprio processo de aprendizagem podem ser erros em todo o aprendizado. 

Exploramos os 7 erros principais que podem atrapalhar e dificultar o progresso e a construção de um aprendizado eficiente. O primeiro está em focar em estudar gramática e regras gramaticais, isso pode causar bloqueios e impedir o verdadeiro progresso do estudante. Muitos estudos de linguagem destacam que o aprendizado de idiomas é mais eficiente quando acontece por meio de contato oral direto e frequente, ou seja, pelo uso diário daquela língua estudada. É preciso construir um equilíbrio entre a gramática e o uso ativo de um idioma. 

O segundo erro está em não praticar regularmente, ou seja, não ter constância na rotina de estudo. A falta de constância pode causar insegurança e medo em se comunicar, por exemplo, mas também pode promover a frustração em não conseguir de fato aprender uma nova língua.

O terceiro erro está no medo de errar e falar pouco. O medo de errar impede o avanço e dificulta a construção da autoconfiança no uso da nova língua. Errar e novamente tentar é o melhor caminho para não apenas internalizar as estruturas gramaticais e vocabulário, mas também para visualizar os fatores que ainda precisam de melhorias na aprendizagem. 

O quarto erro está em estudar apenas com materiais tradicionais. O estudo de idiomas precisa ir além de materiais convencionais para que o aprendizado aconteça de maneira efetiva e se alcance níveis elevados de fluência. Podcasts, vídeos, jogos e interações reais são ótimas ferramentas. O quinto erro está em não personalizar o método de estudo, encontrar a técnica de estudo e o estilo de aprendizagem que melhor se adapta ao próprio estudante é essencial para o progresso linguístico. 

O sexto erro está em ignorar a cultura do próprio idioma. A cultura traz o contexto social, histórico e emocional no processo de aprendizagem, proporcionando assim significado aos termos e palavras, e as interações com falantes nativos. Filmes, séries, vídeos educativos, podcasts, músicas, livros e até mesmo a gastronomia são ótimos instrumentos para vivenciar a cultura de um país no dia a dia.

O sétimo erro está em desanimar com a falta de resultados imediatos. A paciência, a constância na rotina e a comemoração dos pequenos progressos são as melhores estratégias para aprender com significado e motivação, e diminuir a ansiedade por grandes resultados rápidos. 

Que os estudantes universitários possam estar mais atentos a esses erros que podem existir em sua jornada e procurar pelos caminhos e as melhores estratégias para superá-los. A jornada de estudo de línguas é um caminho áspero, e quando ele é acompanhado de muitos erros desagradáveis, pode ocorrer atraso em todo o progresso de aprendizagem. Que esse conteúdo possa despertar em você a atenção sobre os erros mais comuns para que você possa verdadeiramente evitá-los! 

Esteja atento aos possíveis erros no seu aprendizado de idiomas! 

Você notou como aprender línguas é uma competência essencial no mundo globalizado em que vivemos? É preciso aprender com eficiência e qualidade e avançar com progresso, e para isso, estar atento aos erros que podem estar atrapalhando essa rotina é fundamental. Observe se existe algum erro que esteja presente no seu aprendizado e aplique estratégias para melhorar os seus resultados! 

Quer conhecer mais conteúdos como esse? Visite os demais artigos do nosso blog! Temos técnicas de estudo, dicas de produtividade e mais conteúdos sobre o aprendizado de idiomas que irão te encantar e te ajudar a estudar com mais eficiência!

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