Introdução
Por que é difícil memorizar palavras novas em um idioma estrangeiro?
Em meio à rotina diária de estudos de uma nova língua, uma das grandes barreiras é a dificuldade em memorizar palavras novas. Por mais que, no momento de estudos, seja rápido e fácil guardar um conjunto de termos e palavras de um idioma-alvo, após algum momento, o esquecimento acontece rapidamente. Você já sentiu isso? Essa situação é apenas um resultado de como o cérebro humano funciona no processo de aquisição lexical.
De acordo com a linguista e professora Dra. Lourdes Ortega, da Georgetown University, afirma que, para alcançar a aquisição de uma nova língua, é preciso fazer exposição constante e também conexões mentais frequentes que forneçam sentido às palavras. Isso mostra que é preciso associar as palavras de uma língua estrangeira a diferentes cenários, coisas e contextos, para que assim a memorização aconteça de forma mais apropriada e leve ao aprendizado e retenção.
Alguns estudos em psicologia cognitiva revelam que o cérebro consegue armazenar de maneira mais eficaz dados e informações quando elas estão relacionadas a imagens mentais, a emoções ou determinadas situações.
O psicólogo Allan Paivio, conhecido pela Teoria da Dupla Codificação, esclareceu que as palavras associadas a uma imagem podem ser mais facilmente lembradas, porque ocorre o processo de ativação de memória, melhorando assim os mecanismos de retenção.
Isso mostra que, quando os termos e palavras são decorados de forma mecânica, sem associações com coisas e contextos diversos, eles podem ser rapidamente perdidos da memória. Por isso, é necessário compreender como os processos cognitivos ocorrem para assim adotar estratégias que favoreçam a memorização efetiva.
Além disso, alguns estudos em aquisição de línguas mostram que a memória de trabalho tem um papel importante em todo esse processo. Como explica Baddeley (2003), especialista em neuropsicologia da linguagem, a memória de curto prazo fica muitas vezes sobrecarregada quando existe um excesso de informações.
Por isso, ao tentar memorizar um grande conjunto de palavras sem construir ali contextos e situações associadas, todos esses dados são rapidamente perdidos com facilidade, porque ficam presos na memória de curto prazo. Desse modo, é fundamental fazer uso de métodos que promovam o armazenamento eficaz na memória de longo prazo, seja por meio de mapas mentais, analogias e associações.
Por fim, vivenciar a dificuldade em memorizar conteúdos e informações de uma nova língua é absolutamente normal no processo de aprendizagem. A professora Nation (2001), da Victoria University of Wellington, argumenta que “o aprendizado de vocabulário é um processo gradual, que exige múltiplas exposições e conexões ricas com o conhecimento prévio”.
Isso mostra que fazer uso de boas estratégias que favoreçam a exposição frequente à nova língua e promovam a memorização eficiente é fundamental durante a aquisição linguística. As dificuldades em memorização devem ser encaradas como oportunidades de aplicação de novas estratégias, como, por exemplo, as associações, e não somente como obstáculos invencíveis na aprendizagem e domínio de uma língua.
Aprendizado de idiomas: Importância de construir um vocabulário sólido para atingir fluência
Ser fluente em uma nova língua é um sonho de qualquer pessoa. Não apenas por questões pessoais, motivacionais e de aumento de vocabulário, mas porque esta é de fato uma poderosa competência muito valorizada especialmente em ambientes profissionais. Os adultos que hoje se dedicam ao aprendizado de línguas, sem dúvidas, colherão frutos positivos como crescimento profissional, salários mais atrativos e posições de ascensão.
Para alcançar fluência, é preciso construir um vocabulário sólido, porque é nele que se acessa de forma rápida e com grande habilidade as palavras, termos e expressões. Como explica o linguista Paul Nation, referência mundial em aquisição lexical, se não existe vocabulário sólido, nenhuma pessoa consegue se comunicar efetivamente, mesmo que saiba as estruturas gramaticais.
Isso revela que o desenvolvimento de um vocabulário amplo e firme é a base para a aquisição linguística e para atingir novas fases de aprendizagem, como a fluência.
Algumas pesquisas em aquisição linguística revelam que o vocabulário bem construído é fundamental no processo de compreensão auditiva e na leitura. De acordo com Laufer e Goldstein (2004), os termos e palavras que entendemos quando ouvimos ou lemos estão bastante relacionados à capacidade de interpretar contextos e mensagens de maneira precisa.
Eles esclarecem que, para compreender cerca de 95% de um texto estrangeiro, é preciso conhecer cerca de 3000 a 5000 palavras. Desse modo, quanto mais amplo for o vocabulário, maiores serão também as capacidades de escuta auditiva, de leitura e até mesmo de comunicação eficaz no idioma-alvo. Como está o seu vocabulário? Está amplo e diversificado?
Além disso, o vocabulário bem desenvolvido também promove as grandes capacidades comunicativas e até mesmo a autoconfiança pessoal. Alguns estudos revelam que os estudantes que têm variedade linguística são mais propensos a mergulhar em interações sociais e orais, pois têm uma base de vocabulário sólida para expressar suas opiniões e ideias.
Segundo um estudo publicado no Journal of Language Teaching and Research, Zhou (2010), o vocabulário amplo ativa diferentes áreas cognitivas que estão ligadas à memória de longo prazo, e isso diminui inclusive o esforço cognitivo no processo de comunicação e traz maior desempenho ao aprendiz, durante uma fala ou interação.
Isso esclarece que ampliar o vocabulário é essencial para se comunicar bem e assim manter a motivação e autoconfiança para interagir com falantes nativos de outras línguas e solucionar problemas cotidianos relacionados à comunicação estrangeira.
Por fim, vale destacar que o vocabulário é um bem cumulativo, porque quanto mais você aprender novas palavras, termos e expressões, mais fácil fica o próprio processo de adquirir novas palavras. Isso acontece pelo fenômeno chamado “matriz lexical”, onde as palavras de base, que já são conhecidas, servem como pontes para compreender e aprender novos termos.
Como explica a linguista Catherine Snow, da Harvard Graduate School of Education, um vocabulário sólido é uma grande âncora para o processo de aprendizagem de um novo idioma, fornecendo sempre conexões para o progresso.
Portanto, construir um vocabulário sólido é fundamental no processo de aquisição linguística e especialmente para atingir o nível de fluência duradoura. Quanto mais você conhece e aprende palavras novas, mais você fica propenso a adquirir mais palavras e expressões! É um bem que se soma!
O que o leitor aprenderá neste artigo
Se você deseja ser fluente em uma língua, se comunicar como um falante nativo, escrever de maneira fluida e ler com clareza qualquer texto estrangeiro, o grande passo fundamental está na construção de um vocabulário forte e sólido.
Um grande repertório de termos, palavras e expressões leva ao alcance da aquisição de linguagem e gera maior autoconfiança para utilizar o novo idioma de maneira leve e natural. Por isso, investir no desenvolvimento de um vocabulário sólido é o segredo para a fluência e para o domínio de novos idiomas, e uma das grandes estratégias que se destacam aqui são as técnicas de associações.
Este artigo tem como objetivo mostrar a importância de construir um vocabulário sólido para fluência e como existem de fato dificuldades em memorizar palavras novas em um idioma estrangeiro. Vamos apresentar técnicas de associação para facilitar o processo de memorização de novos termos e palavras, e quais as vantagens para o processo de aprendizagem, principalmente para os adultos que estão inseridos na longa jornada de aprendizado de idiomas.
Além disso, vamos trazer alguns benefícios das técnicas de associação, como aprendizado mais rápido e duradouro, redução do esquecimento, estímulo à criatividade e ao pensamento visual. Também abordaremos tipos de técnicas de associação como: associação visual, associação fonética, associação semântica, para que os adultos possam aplicá-las com facilidade na rotina do dia a dia.
E, por fim, vamos dar instruções de como qualquer pessoa pode criar suas próprias associações para promover o processo de memorização de novas palavras estrangeiras, e também como personalizar as associações para torná-las mais eficazes, e algumas ferramentas úteis em todo esse processo.
1. Você sabe o que são técnicas de associação?
1.1 Definição:
As técnicas de associação são grandes estratégias de aprendizagem para promover o processo de memorização eficaz e também interligar novas informações a conhecimentos já presentes na memória. Então, ao aprender uma nova palavra, por exemplo, usando técnicas de associação, é possível ligar essa palavra nova a conteúdos já presentes na memória, como uma imagem, uma emoção, uma outra palavra, ou uma situação, e assim promover a memorização eficiente dessa nova palavra.
Essa conexão que acontece facilita a retenção de informações na memória de longo prazo. Como esclarece Richard E. Mayer, psicólogo educacional da University of California, afirma que a aprendizagem acontece de maneira eficaz quando novas ideias são ligadas a conhecimentos já existentes. Por isso, fazer associação é a melhor estratégia para construir um vocabulário sólido e manter a memória sempre ativa. Você já conhece as técnicas de associação?
As associações promovem um processo de aprendizagem mais natural e eficaz, principalmente no estudo de línguas. Porque, ao invés de somente repetir termos e palavras soltas, o estudante, por meio de associações, conecta essas novas palavras a conhecimentos que ele já tem e isso facilita a retenção e o aprendizado.
Por exemplo, é possível associar a palavra inglesa “apple” à imagem de uma maçã, e assim o cérebro faz um elo da imagem com a palavra, permitindo memorizar de maneira eficaz. Como esclarece Allan Paivio, criador da Teoria da Dupla Codificação, as informações processadas de forma verbal e visual têm maiores possibilidades de serem lembradas e codificadas. Isso revela que todas as técnicas de associação são realmente facilitadoras da aquisição linguística porque auxiliam na própria memorização.
Existem várias técnicas de associação, como a semântica, que se refere a ligar palavras por significado, a fonológica, que é relacionar palavras que têm sons parecidos, e até mesmo a emocional, que consiste em vincular palavras e termos a experiências emocionais e pessoais.
A neurocientista Judy Willis explica que o cérebro consegue liberar mais dopamina na memória quando encontra e reconhece associações que são familiares. Isso revela que fazer associações favorece as funções cognitivas e recursos mentais de recompensa, e isso é muito positivo para todo o processo de aprendizagem.
Por fim, vale destacar que as técnicas de associação não apenas favorecem a memória e trazem benefícios cognitivos, mas elas realmente são acessíveis para qualquer estudante. Não é preciso fazer uso de grandes ferramentas ou recursos sofisticados, basta usar imagens, emoções e contextos de situações pessoais, e assim, por intenção, fazer e construir associações com os termos e palavras estrangeiras.
Como esclarece o linguista Scott Thornbury, o vocabulário vai se fortalecendo por meio do desenvolvimento de uma grande rede de significados. Por isso, entender sobre essas técnicas e todas as suas vantagens para a aprendizagem é o primeiro passo para aplicá-las na rotina de forma consistente e prática. Os adultos que vivem rotina corrida e acelerada podem se beneficiar da aplicação de técnicas de associação no estudo de línguas!
1.2 Como elas funcionam no cérebro?
As técnicas de associação exercem grande papel nas funções cognitivas, porque elas ativam uma grande rede de conexões neurais, para construir novos dados e informações. Quando um estudante aprende uma palavra estrangeira e associa a mesma a uma imagem, por exemplo, nesse momento o cérebro desenvolve conexões sinápticas em diferentes regiões cerebrais, como o córtex pré-frontal, as áreas auditivas e linguísticas. E todo esse processo de ligação promove a consolidação da memória.
Como explica Eric Kandel, neurocientista vencedor do Prêmio Nobel, a memória de longo prazo se fortalece através das conexões sinápticas que disparam juntas de maneira constante. Ou seja, quanto mais sólida for a associação feita, mais forte também vai ser a união e vinculação criadas nas regiões cognitivas. Interessante, né!
Todo esse processo está bastante relacionado também ao hipocampo, que é a região relacionada à formação de memórias. Quando acontece uma associação de uma palavra nova a um conhecimento já existente, o hipocampo facilita o transporte dessa informação da memória de curto prazo para a memória de longo prazo. Algumas pesquisas revelam que o uso de múltiplos canais sensoriais, como imagens e sons, por exemplo, melhora a ativação neural e a retenção.
De acordo com Baddeley (2003), criador do modelo da memória de trabalho, quanto mais bem construída for a codificação de informações, maior será a duração na memória. Por isso, as técnicas de associação fazem todo esse processo para permitir que os mecanismos de aprendizagem e retenção ocorram de maneira eficaz e adequada.
Além disso, as associações diminuem o desgaste de energia no processo de recuperação de informações. Isso acontece porque, quando uma determinada palavra está associada a um evento significativo e forte, o cérebro vai conseguir acessar novamente essa palavra de maneira mais fácil e rápida sempre que precisar, e isso diminui a disposição de energia mental em todo esse processo.
A psicóloga cognitiva Elizabeth Loftus explica que as redes semânticas trabalham por meio de caminhos associativos, onde as ideias e dados são ativados em cadeia. Isso mostra que fazer uso de técnicas de associação é uma maneira de aumentar a acessibilidade ao próprio vocabulário construído, permitindo assim um domínio mais eficiente de uma língua e o desenvolvimento de uma comunicação eficaz, e de leitura e escrita, mais eficientes.
Por fim, vale destacar que o cérebro humano tem maior disposição para padrões e repetições, e isso leva as técnicas de associação a serem ainda mais eficientes quando utilizadas. Ao repetir uma palavra, de maneira constante, e associá-la a uma imagem forte, por exemplo, os circuitos neurais são fortalecidos, e a memorização como um todo é beneficiada, justamente porque ocorreu o processo de repetição regular.
Como esclarece a neurocientista Carla Shatz, “células que disparam juntas, se conectam” (Shatz, 1992). Esse conceito reforça a ideia de que, quanto mais aplicadas forem as técnicas e estratégias de associação, maior será o processo de memorização e de aprendizagem, e mais duradouro e bem construído será o vocabulário em uma língua estrangeira. É muito legal poder compreender todo esse processo de atuação das associações nas funções cognitivas para aplicá-las na rotina de estudos!
1.3 Vantagens das técnicas de associação para o aprendizado de idiomas:
Existem inúmeras vantagens no uso de técnicas de associação no processo de aprendizagem de idiomas. Uma delas é o aumento de toda a retenção de informações na memória, o que fortalece o vocabulário como um todo. Aplicando estratégias de associação e assim, conectando palavras novas a imagens, situações pessoais, sons, ou diferentes contextos, o cérebro vai reter de maneira mais efetiva e profunda essas novas informações. Isso acontece porque diferentes regiões cognitivas são ativadas simultaneamente.
Segundo a Teoria da Codificação Dupla de Allan Paivio (1991), as informações codificadas a nível verbal e visual são lembradas de maneira mais fácil do que aquelas codificadas por outras vias. Por isso, fazer uso de estratégias de associação é o que permite a construção de uma memória mais eficiente e duradoura, o que é fundamental no aprendizado de línguas. Qualquer pessoa que está inserida no estudo de idiomas deseja aprender e memorizar as palavras, termos e expressões, não é mesmo?! Ninguém quer estudar e esquecer para sempre!
Além da retenção eficiente, as associações na aprendizagem tornam a rotina de estudos mais significativa e menos mecânica. Especialmente quando há associação de uma palavra a uma experiência pessoal importante, desenvolve-se ali um vínculo afetivo e contextual, e isso gera sentido sobre aquela palavra estudada, o que torna toda a intensa rotina diária de estudos mais prazerosa! Você já havia pensado nisso?
Como explica David Ausubel (1968), psicólogo educacional, “o fator mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe; associe o novo ao conhecido”. Isso mostra que as associações vão impactar todo o aprendizado e ao mesmo tempo aplicar um propósito e significado na rotina diária de estudos.
Outro benefício é o estímulo da autonomia no processo de aprendizagem. Quando um estudante entende como desenvolver suas próprias associações, ele também cria estratégias mais personalizadas para o processo de memorização de maneira independente. Isso promove o alcance de um aprendizado mais didático e autodirigido, onde o protagonista principal é o próprio estudante, e isso é importante para a aquisição linguística como um todo.
De acordo com a linguista Rebecca Oxford (1990), “estratégias de aprendizagem bem aplicadas permitem que o aluno assuma controle sobre seu progresso, aumentando a motivação e a eficácia do estudo”. Por isso, as técnicas de associação são ferramentas poderosas para o aprendizado de idiomas, onde os benefícios não se restringem apenas à memorização eficiente, mas também ao desenvolvimento de autonomia e didática nos estudos, e à rotina de aprendizagem significativa.
2. Técnicas de Associação: principais benefícios para o aprendizado de idiomas!
2.1 Aprendizado mais rápido e duradouro
As técnicas de associação tornam o processo de aprendizagem mais rápido e duradouro. Ao ligar uma palavra a um evento significativo, essa palavra deixa de ser um termo isolado e passa a estar presente dentro de uma grande rede de conteúdos e dados pré-existentes.
De acordo com Richard E. Mayer (2009), especialista em psicologia educacional, afirma que a aprendizagem é eficiente quando novos dados são ligados a informações que já existem na memória. Todo esse processo, portanto, promove a construção de um vocabulário mais sólido e permite que o estudante aprenda de forma mais rápida e eficiente.
Além de tornar o aprendizado mais rápido, as associações também permitem que todos os dados e informações permaneçam por mais tempo na memória de longo prazo, ou seja, a retenção é mais duradoura! Justamente porque as palavras foram associadas a diferentes contextos importantes e, por isso, elas são significativas e permanecem na memória de longo prazo.
Allan Paivio, com sua Teoria da Dupla Codificação, demonstrou que o processamento de informações trabalha com setores verbais e não verbais e isso leva à recordação de informações mais apropriadas. Por isso, fazer associações é fundamental para aprender verdadeiramente, de modo que aconteça de maneira efetiva a retenção de dados na memória.
2.2 Redução do esquecimento
Esquecer o que estudou é algo bastante comum na rotina de estudos! Os compromissos da vida adulta podem intensificar ainda mais o esquecimento das palavras estrangeiras que foram aprendidas! No estudo de idiomas, o esquecimento é um desafio muito presente, principalmente quando não há estratégias que diminuam essa barreira de aprendizagem. As técnicas de associação se destacam porque, de fato, diminuem o esquecimento e constroem redes neurais de ligação de palavras com coisas e situações significativas.
De acordo com Hermann Ebbinghaus, pioneiro nos estudos da memória, o cérebro vai esquecendo de forma rápida os dados e informações que não são reforçados continuamente. As associações são, portanto, as melhores estratégias para estudar idiomas, reter palavras estrangeiras novas e reduzir a curva do esquecimento, porque você consegue reforçar aquela determinada palavra na memória associando-a a um evento ou imagem significativa!
As associações são caminhos visuais, auditivos ou mesmo emocionais, para recuperar palavras, termos e expressões novas. Como explica Elizabeth Loftus (2005), “as memórias são mais facilmente acessadas quando múltiplas pistas de recuperação estão presentes no momento da recordação”.
Isso significa que, ao ligar uma palavra a uma imagem, por exemplo, todas as possibilidades de que ela seja eficientemente recuperada acontecem. Portanto, se o esquecimento é um desafio ou uma barreira de aprendizagem, a chave para vencer é o uso das técnicas de associação, não há dúvidas!
2.3 Estímulo à criatividade e ao pensamento visual
As técnicas de associação também promovem maior criatividade ao colocar o estudante para criar conexões e relações entre palavras e diferentes contextos ou elementos. Essa atividade vai ativar áreas cerebrais que estão relacionadas à imaginação e ao pensamento divergente, e torna todo o processo de aprendizagem mais significativo e envolvente.
Como explica o psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi (1996), “a criatividade surge quando o indivíduo consegue conectar ideias distintas de maneira original e funcional”. Então, a criatividade pode ser uma ótima aliada no uso de técnicas de associação, onde a aprendizagem vai ser bastante beneficiada. Todos nós somos criativos! E se você conseguir desenvolver a sua criatividade quando está fazendo associações no estudo de línguas, pode potencializar todo o seu aprendizado!
O pensamento visual também é bastante fortalecido no uso de associações, principalmente quando há presença de desenhos, mapas mentais ou metáforas visuais. Os adultos que estudam e que têm predisposição a recursos visuais podem se beneficiar desse processo.
De acordo com Linda Kreger Silverman (2002), especialista em educação e estilos cognitivos, “pensadores visuais tendem a aprender melhor quando podem ver padrões, formas e relações espaciais entre conceitos”. Por isso, fazer uso de técnicas de associação a partir de recursos visuais é uma maneira de favorecer todo o processo de retenção de informações e uso eficiente de uma nova língua. Você já experimentou usar mapas mentais na sua rotina de estudos? Eles são grandes ferramentas (temos artigos sobre mapas mentais!).
2.4 Aplicação em diferentes estilos de aprendizagem
Uma grande vantagem das técnicas de associação é que elas podem ser aplicadas em qualquer estilo de aprendizagem. Cada pessoa possui suas preferências pessoais, alguns gostam de estudar com recursos visuais, outros com recursos auditivos, outros com recursos orais, e no estudo de idiomas é possível aplicar as estratégias de associação em qualquer desses cenários! Você tem um estilo de aprendizagem?
Os estudantes visuais, por exemplo, podem fazer uso de imagens e cores para construir associações com palavras novas. Já os estudantes auditivos podem usar rimas, músicas ou sons diferentes para fazer suas associações de maneira efetiva. Como esclarece Howard Gardner (1983), criador da Teoria das Inteligências Múltiplas, “a aprendizagem se torna mais eficaz quando se respeita a diversidade de formas de processamento cognitivo dos alunos”.
Além disso, ao usar técnicas de associação dentro do próprio estilo pessoal de estudo, o aprendiz também melhora seu engajamento e desempenho na rotina de estudos e facilita também todo o processo de aprendizagem, porque está mais familiarizado com sua maneira de estudar e se desenvolver, e consequentemente o cérebro vai trabalhar de maneira mais efetiva.
Como explica Rita Dunn (1990), pesquisadora em estilos de aprendizagem, “os estudantes aprendem de forma mais eficaz quando as estratégias utilizadas correspondem às suas preferências sensoriais e cognitivas”.
Isso mostra que fazer uso de técnicas de associação não apenas melhora a memória como um todo e facilita a construção de um vocabulário estrangeiro sólido, mas também é ajustável a qualquer realidade pessoal de rotina acadêmica. Não importa se você aprende mais lendo, escrevendo, ouvindo ou falando, qualquer estilo pode receber a aplicação das técnicas de associação.
3. Principais tipos de técnicas de associação para aprender idiomas:
3.1 Associação Visual
Construir imagens mentais ao estudar e aprender palavras novas é uma ótima estratégia para ajudar na fixação de conteúdos de um novo idioma. Quando um estudante consegue associar uma palavra a uma imagem bem definida, áreas cognitivas relacionadas à memória de longo prazo são ativadas, e isso facilita a busca por essas informações e dados no futuro.
Isso ocorre especialmente porque o cérebro humano consegue processar imagens de maneira mais rápida do que palavras isoladas. De acordo com Paivio (1991), na Teoria do Duplo Código, fazer associações de um estímulo verbal com um estímulo visual é possível construir uma retenção de informações mais efetiva e duradoura.
Além disso, a associação visual pode ser usada e aplicada em qualquer nível estudantil e de aprendizagem. Tanto crianças, quanto jovens e principalmente adultos podem construir associações de palavras com imagens e favorecer assim todo o processo de aprendizagem.
Por exemplo, ao aprender a palavra “apple”, o estudante pode relacioná-la à maçã vermelha, e quando precisar novamente usar essa palavra, ele consegue pensar na fruta associada e recuperar a palavra “apple” de maneira eficiente. É assim que funcionam as associações visuais! Essa imagem mental criada ativa áreas do hipocampo, que é uma região envolvida com a formação de novas memórias, e isso melhora o processo de retenção.
Vamos considerar uma situação hipotética aqui para exemplo: A palavra em alemão “Schmetterling”, que significa “borboleta”. É uma palavra bastante complicada de lembrar e guardar, e aqui uma ótima estratégia é criar uma imagem mental exagerada como um “schmit” (parecido com “Smith”) tocando guitarra em cima de uma borboleta gigante! E assim, quanto mais chocante for a imagem relacionada à palavra, maiores são as chances de retenção e fixação dessa nova palavra na memória.
De acordo com Medina (2014), o cérebro aplica maior foco em dados que apresentam carga emocional, e isso pode sim ser usado no processo de aprendizagem, para torná-lo mais eficaz. Use a sua criatividade para fazer as associações!
Aplicar essa estratégia na rotina torna o estudo de idiomas uma prática mais dinâmica, didática e envolvente para o estudante. Ao mesmo tempo em que desenvolve a própria autonomia do indivíduo, para criar suas próprias associações visuais com cada termo e palavra nova que aprende sobre uma determinada língua.
Como esclarecem Novak & Cañas (2008), as representações visuais ajudam no aprendizado mais significativo, porque permitem a integração de conceitos novos em conhecimentos já existentes, de maneira contextualizada. Interessante, né! Você já fez uso de associações visuais?
3.2 Associação Fonética
A Associação Fonética é uma técnica de aprendizagem que se baseia na semelhança entre sons e palavras conhecidas na língua materna e palavras no idioma-alvo. É um método de estudo bastante eficaz, especialmente para iniciantes no estudo de idiomas, onde a consciência fonológica ainda está em desenvolvimento.
E assim, quando um estudante consegue associar palavras a sons conhecidos e familiares, ele cria memória auditiva e promove a retenção eficiente dessas novas palavras na memória de longo prazo. De acordo com Ellis (1997), a familiaridade fonológica consegue ativar diferentes regiões mentais e promover um aprendizado lexical eficiente e duradouro.
Por exemplo, se um falante de português estiver aprendendo a palavra inglesa “cat” (gato), pode associá-la ao som de “cate” (do verbo catar), criando um jogo de palavras como “o menino foi catar um gato – cat”. Legal, né?!
Mesmo que o contexto da situação não tenha muito sentido, a familiaridade sonora promove maior compreensão auditiva e retenção da nova palavra na memória. Essa técnica é defendida por estudos sobre aquisição de segunda língua, que explicam que o uso de mnemônicos fonológicos promove maior desempenho em testes de fonética.
Outro exemplo: vamos usar a palavra japonesa “neko”, que significa “gato”. Para um falante de português, essa palavra pode ser associada à expressão “nego” (como em “nego miau!”). Crie agora um cenário mental engraçado de alguém dizendo “nego miau!” Ao ver um gato! Essa associação sonora entre “neko” e “nego” ativa a memória auditiva e fortalece o processo de memorização, o que torna também a recuperação daquela palavra mais rápida e eficaz.
De acordo com Baddeley (2003), memórias sonoras relacionadas a estímulos emocionais ou engraçados têm maior chance de serem consolidadas na memória de longo prazo. Os adultos podem e devem usar a imaginação a seu favor nas associações fonéticas!
Portanto, construir associações fonéticas com palavras novas no aprendizado de idiomas é uma ótima forma de reter melhor essas informações e conteúdos novos, e ao mesmo tempo fortalecer a memória e a recuperação de todos esses dados.
Além disso, quando um estudante consegue desenvolver essas associações, ele reduz também a sobrecarga cognitiva para recuperar uma informação, por exemplo. Não apenas a autonomia do estudante, mas também a sua própria motivação para continuar a rotina de estudos é fortalecida com técnicas como essa, o que torna também o processo de aprendizagem mais agradável e sustentável ao longo do tempo.
3.3 Associação Semântica
A Associação Semântica consiste em organizar o vocabulário por temas, categorias ou contextos de uso. Por exemplo, ao aprender as palavras “doctor”, “nurse” e “medicine”, o estudante pode desenvolver um campo semântico de saúde e relacionar essas palavras a esse campo semântico. É um processo de organização mental que facilita também a retenção e a recuperação dessas novas palavras e termos.
Como explica Nation (2001), agrupar um vocabulário por grupos ou tópicos melhora todo o conhecimento lexical e ajuda também na construção da fluência comunicativa. É como criar grupos de palavras e termos que fazem parte de um mesmo tema ou categoria!
Alguns estudos em psicolinguística indicam que o cérebro consegue armazenar bem as informações que são construídas com base em campos semânticos. Isso significa que, ao ouvir uma palavra nova, o cérebro consegue ativar áreas armazenadas na memória que estão relacionadas a essa nova palavra.
Por isso, aprender idiomas aplicando a estratégia de associações semânticas é uma ótima maneira de construir redes mentais que estão interligadas e que irão, ao mesmo tempo, ajudar no aprendizado eficiente e também promover a memorização mais duradoura.
Além disso, os mapas mentais podem ser boas ferramentas para desenvolver as associações semânticas. Você já havia pensado neles aqui? O estudante pode, por exemplo, definir uma palavra-chave como base, no centro do mapa, e a partir disso construir ramificações relacionadas por contexto, por função ou por categoria. E assim, desenvolver o mapa é possível também visualizar as associações semânticas e manter as informações organizadas e bem divididas em uma sequência lógica.
De acordo com Buzan (2010), criador dos mapas mentais modernos, essa metodologia consegue estimular tanto o hemisfério esquerdo quanto o hemisfério direito do cérebro, e isso é muito benéfico para todo o processo de aprendizagem.
Portanto, fazer uso das associações semânticas na rotina de estudo de uma nova língua, por exemplo, também é uma excelente estratégia para consolidar o aprendizado, fortalecer a memória e, ao mesmo tempo, viver um aprendizado mais ativo e envolvente.
Os mapas mentais são ótimas ferramentas para auxiliar nesse processo, porque desenvolvem uma espécie de ecossistema lexical, com setas, palavras e ligações, tornando o processo de aprendizagem e o armazenamento desses dados mais eficiente e significativo. Aplique os mapas mentais nas associações semânticas!
4. Passo a passo para fazer suas próprias associações:
4.1 Passo a passo prático:
Aplicar associações no aprendizado de idiomas não é apenas uma ótima estratégia para melhorar o aprendizado e a memória, mas também é acessível para qualquer estudante e para qualquer momento, principalmente para os adultos que vivem uma rotina mais intensa e com tempo escasso. Como fazer essas associações no dia a dia?
O primeiro passo é identificar a palavra nova que você deseja memorizar. Em seguida, é preciso escolher qual o tipo de associação visual mais adequada: uma imagem visual marcante (associação visual), um som que é bastante parecido com aquela palavra nova (associação fonética) ou um agrupamento por tema, com aquela palavra (associação semântica).
Nesse processo, muitas áreas cognitivas são ativadas ao mesmo tempo, e isso facilita a retenção das palavras novas e, ao mesmo tempo, a recuperação delas no futuro. De acordo com Paivio (1991), quanto mais códigos cognitivos forem ativados, seja com imagens, sons ou significados, maior será o processo de memorização a longo prazo.
Depois de escolher a melhor associação para a palavra nova, é preciso criar a associação de maneira personalizada e trabalhar com ela ao longo do dia. Por exemplo, ao aprender a palavra espanhola “estrella” (estrela), você pode imaginar uma estrela sorrindo e dizendo “estreeei!”. Essa criação meio sem sentido, e até mesmo engraçada, ajuda muito na memorização dessa palavra nova, porque ela foi relacionada a um contexto já existente, o que permite também uma maior aplicabilidade desse novo termo do vocabulário em diferentes situações.
Depois, ao longo da sua rotina e da sua semana, procure recuperar essa associação criada. Lembre-se da estrela sorrindo, dizendo “estreeei!” E, sem dúvidas, você lembrará da palavra espanhola: “estrella”. É, de fato, uma maneira didática de aprender e reter melhor dados e informações de um novo idioma. Você achou difícil?
4.2 Como personalizar as associações para torná-las mais eficazes:
A personalização é o grande segredo para transformar o processo de memorização comum em uma ferramenta de aprendizagem e potencialização do estudo. Para isso, é preciso que as associações tenham realmente significado pessoal ou emocional.
Quanto mais significativas forem as associações com algo que é marcante ou que tem um profundo toque emocional, mais forte será a fixação dessa nova palavra na memória de longo prazo. Muitos estudos em neuroeducação revelam que, principalmente, as emoções positivas no aprendizado levam a uma maior liberação de dopamina, e isso melhora o processo de consolidação da memória.
Por exemplo, se você ama música e está aprendendo a palavra inglesa “drum” (tambor), pode associá-la a uma bateria específica que admira ou a uma cena marcante de um show. Essa associação emocional transforma essa palavra comum em algo com significado e se torna assim, mais memorável.
De acordo com Buzan (2010), o cérebro adora criatividade e exagero, e então fazer uso de elementos visuais ou dados exagerados pode ser muito eficaz para o aprendizado e a memorização. Isso torna também o aprendizado mais prazeroso e motivador.
4.3 Ferramentas úteis:
Nas técnicas de associação, é possível fazer uso também de ferramentas de aprendizagem, como flashcards visuais ou aplicativos digitais, para melhorar e potencializar a memorização. Os flashcards ajudam os estudantes a colocar imagens, cores, símbolos, elementos visuais e até frases personalizadas em cada palavra, e associá-las a esses fatores, e assim armazenar de maneira eficaz essas novas palavras.
Alguns aplicativos como Anki e Quizlet utilizam o sistema de repetição espaçada, potencializando a retenção ao permitir realizar revisões momentos antes do esquecimento. Como explica Ebbinghaus (1885), a curva do esquecimento pode ser combatida com revisões constantes e estratégicas, e esses aplicativos são baseados nessa teoria. Queremos amenizar o esquecimento na rotina de estudos, não é mesmo?!
Além disso, essas plataformas ajudam os estudantes a criar os próprios conjuntos de cartões, incorporando assim as associações visuais, com as fonéticas e as semânticas de maneira integral e personalizada. O Anki, por exemplo, permite a inserção de áudio, o que é muito útil para as associações fonéticas. Já o Quizlet oferece modos de jogo, que tornam o aprendizado mais didático e envolvente.
De acordo com Mayer (2001), a combinação de multimodalidade (visual, auditiva e interativa) leva a um aprendizado mais eficiente e duradouro. Portanto, fazer uso dessas ferramentas no processo de aprendizagem cria um sistema de estudo mais eficaz e dinâmico, e favorece a memorização como um todo, e a retenção eficiente. Você conhece ou já fez uso desses aplicativos e ferramentas?
Quadro-resumo:
| O que são Técnicas de Associação? As técnicas de associação são estratégias de aprendizagem onde o propósito é construir associações para promover o processo de memorização eficaz, e também interligar novas informações, a conhecimentos já presentes na memória. Então, ao aprender uma nova palavra por exemplo, usando técnicas de associação é possível, ligar essa palavra nova a conteúdos já presentes na memória, como uma imagem, uma emoção, uma outra palavra, ou uma situação, e garantir memorização eficaz. |
| Como elas funcionam? As técnicas de associação exercem grande papel nas funções cognitivas, porque elas ativam uma grande rede de conexões neurais. Quando um estudante aprende uma palavra estrangeira e associa a mesma a uma imagem, por exemplo, nesse momento o cérebro desenvolve conexões sinápticas em diferentes regiões cerebrais, como o córtex pré-frontal, as áreas auditivas e linguísticas. Essas conexões facilitam a consolidação daquela palavra associação a imagem, e causam o aprendizado eficiente. Além disso, quando acontece uma associação o hipocampo facilita o transporte dessa informação da memória de curto prazo para a memória de longo prazo. E assim, quando uma determinada palavra está associada a um evento significativo e forte, o cérebro vai conseguir acessar novamente essa palavra de maneira mais fácil e rápida, recuperando a informação com eficácia. |
| Técnicas de associação para o aprendizado de idiomas: Principais vantagens: Aumento no processo de retenção das informações na memória; Rotina de estudo mais significativa e menos mecânica pelas associações criadas; Estímulo da autonomia no processo de aprendizagem para construir as próprias associações. Principais benefícios: Processo de aprendizagem mais rápido e duradouro; Diminuição do esquecimento e fortalecimento das redes neurais pelas associações significativas criadas; Estímulo a criatividade e a imaginação para construir associações no aprendizado; Possibilidade de aplicar as técnicas de associações em diferentes estilos de aprendizagem: visuais, auditivos, orais, por escrita. |
| Tipos de Técnicas de Associação para Aprender idiomas: Associação Visual: Consiste em associar uma palavra a uma imagem bem definida. A imagem mental criadacom a palavra associada ativa áreas cognitivas da memória de longo prazo e do hipocampo, que é uma região envolvida com a formação de novas memórias, e isso melhora o processo de retenção e aprendizado. Você pode criar suas próprias associações visuais de acordo com sua criatividade! Exemplo: Palavra – palavra “apple” – associação – Maça vermelhaO que é maça em inglês? – pensa na associação visual – maça vermelha – recupera a palavra – “apple”. Associação Fonética: Consiste em fazer associações entre sons e palavras conhecidas na língua materna e palavras no idioma alvo. A Associação fonética cria memória auditiva e promove a retenção eficiente dessas novas palavras na memória de longo prazo. Por exemplo, se um falante de português estiver aprendendo a palavra inglesa “cat” (gato), pode associá-la ao som de “cate” (do verbo catar), criando um jogo de palavras como “o menino foi catar um gato – cat”. Ao tentar recuperar a palavra: o que significa gato em inglês? ele lembra da associação fonética: “o menino foi catar um gato – cat”, e recupera a palavra: “cat”. Associação Semântica: Consiste em organizar o vocabulário por temas, categorias ou contextos de uso, agrupar um vocabulário por grupos ou tópicos melhora todo o conhecimento lexical e ajuda também na construção da fluência comunicativa. O cérebro consegue armazenar bem as informações quando são construídas com base em campos semânticos.Você pode usar mapas mentais para construir associações semânticas, pegando uma palavra chave base, e construindo ramificações de outras palavras relacionadas por contexto, por função ou por categoria. Por exemplo: campo semântico – NaturezaPalavras relacionadas a esse campo: “flores”, “borboletas”, “pássaros”, “árvores”, “animais”, “campos”, entre outras (“flowers”, “butterflies”, “birds”, “trees”, “animals”, “fields”). |
| Passo a passo prático para fazer suas Próprias Associações: O primeiro passo é identificar a palavra nova que você deseja memorizar. No segundo passo é preciso escolher qual o tipo de associação visual mais adequada: uma imagem visual marcante (associação visual), um som que é bastante parecido com aquela palavra nova (associação fonética) ou um agrupamento por tema, com aquela palavra (associação semântica). O terceiro passo consiste em criar a associação de maneira personalizada e trabalhar com ela ao longo do dia. Imagine que você precisa aprender e memorizar as palavras: “butterfly” e “House”. Vamos tentar fazer associações visuais? Imagine um campo cheio de borboletas voando para todo lado. Palavra: “butterfly” – associação: imagem de um campo cheio de borboletas voando pra todo lado.O que significa “butterfly”? – pense na associação visual – campo cheio de borboletas – recupera a palavra “butterfly” – significado: Borboletas. Imagine uma casa linda e aconchegante. Palavra: “House” – associação: imagem de uma casa linda e aconchegante. O que significa “house”? – pense na associação – casa linda e aconchegante. recupera a palavra “house” – significado: casa. |
Conclusão
Recapitulação dos principais pontos discutidos
Para concluir, vimos que uma das grandes barreiras entre estudantes é a dificuldade em memorizar palavras novas. A curva do esquecimento pode se tornar um grande bloqueio para a memorização eficiente. Mas, vivenciar a dificuldade em memorizar conteúdos e informações de uma nova língua é absolutamente normal no processo de aprendizagem. As dificuldades em memorização devem ser encaradas como oportunidades de aplicação de novas estratégias, como, por exemplo, as associações.
Exploramos o que são as técnicas de associação que se destacam como grandes estratégias de aprendizagem para promover o processo de memorização eficaz, e também interligar novas informações a conhecimentos já presentes na memória. As associações promovem um processo de aprendizagem mais natural e eficaz, principalmente no estudo de línguas.
Existem várias técnicas de associação, as imagens são bastante eficientes, e também existe a semântica, que se refere a ligar palavras por significado, a fonológica, que é relacionar palavras que têm sons parecidos, e até mesmo a emocional, que consiste em vincular palavras e termos a experiências emocionais e pessoais.
Apresentamos também como as técnicas de associação funcionam e quais são as vantagens de aplicá-las no aprendizado de idiomas, como aumento de toda a retenção de informações na memória, o que fortalece o vocabulário, como um todo, rotina de estudos mais significativa e menos mecânica e estímulo da autonomia no processo de aprendizagem.
Além disso, mostramos benefícios da aplicação das técnicas de associação no dia a dia, como aprendizado mais rápido e duradouro, redução do esquecimento, estímulo à criatividade e ao pensamento visual e aplicação em diferentes estilos de aprendizagem (visual, auditivo, cinestésico).
Por fim, trazemos as principais técnicas de associação e as suas características: associação visual, associação fonética e associação semântica. Todas são poderosas estratégias para melhorar o aprendizado e fortalecer a memória e a retenção de informações ao longo do tempo. Mostramos também como criar as suas próprias associações, por meio de um passo a passo de aplicação, personalização das associações e ferramentas que podem ajudar nesse processo.
Se você é um adulto atarefado e cheio de compromissos, mas que ainda assim está mergulhado no aprendizado de idiomas, você pode aproveitar as técnicas de associação para construir um aprendizado mais significativo e duradouro, onde sua memória é potencializada.
Não é difícil fazer as associações! Nada que uma boa e velha criatividade possa ajudar! Com as associações, sua jornada de estudo de línguas vai sendo melhor conduzida e você consegue memorizar termos e palavras novas sem esquecê-las com facilidade, mesmo em meio à vida corrida, aos compromissos e obrigações!
Fortaleça a sua memória e aumente seu vocabulário com as técnicas de associação!
Você notou como existe uma grande dificuldade em conseguir memorizar palavras novas, principalmente no aprendizado de idiomas? De fato, é uma grande barreira para muitos estudantes! Mas existem estratégias que podem melhorar esse processo, que são as técnicas de associação! Com elas, é possível melhorar a memorização, tornando-a mais eficiente, e ter um aprendizado mais dinâmico e motivador! Aplique-as na sua rotina e aprenda melhor!
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